Representantes da AL relatam violações contra a imprensa em assembleia da SIP
Durante a abertura da 67ª Assembleia-Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol), delegados de países da América
Atualizado em 17/10/2011 às 10:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Latina relataram os abusos contra profissionais de mídia e meios de comunicações em seus países, informa O Estado de S. Paulo.
O relator do documento brasileiro, Paulo de Tarso Nogueira, falou sobre os abusos contra a imprensa realizados no País e comentou sobre a censura imposta ao Estadão , impedido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica. A parte "mais grave" do relatório, porém, relata sobre as mortes de quatro jornalistas no Brasil, nos últimos seis meses.
Claudio Paolillo, jornalista uruguaio e presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP, destacou as 21 mortes de jornalistas nos últimos seis meses e afirmou que o panorama é "desolador". Ele criticou os "aparatos extraoficiais" adotados por governos para a detenção de controle sobre os meios de comunicação.
Na Argentina, Paolillo vê o enxugamento da verba de publicidade oficial como um "golpe" contra os jornais considerados de oposição - Clarín e La Nación - , que receberam, apenas, 2,5% da verba, em 2010, enquanto títulos menores tiveram porcentagens maiores. Ele também criticou o "clima opressivo e as agressões verbais" contra os meios de comunicação no país.
A onda de violência em Honduras e no México foram destacadas, assim como a censura imposta às emissoras de rádio e TV na Venezuela, onde mais de 30 veículos já foram fechados. Na Bolívia, "cerca de 90% dos editores admitem, em público, que fazem autocensura para não enfrentar problemas maiores".
No Equador, existe uma preocupação crescente com a maneira com que o presidente Rafael Correa intimida os veículos de comunicação, por meio de processos judiciais por danos morais, como fez com o jornal El Universo , além de uma nova lei para veículos de comunicação.
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O relator do documento brasileiro, Paulo de Tarso Nogueira, falou sobre os abusos contra a imprensa realizados no País e comentou sobre a censura imposta ao Estadão , impedido de publicar informações sobre a Operação Boi Barrica. A parte "mais grave" do relatório, porém, relata sobre as mortes de quatro jornalistas no Brasil, nos últimos seis meses.
Claudio Paolillo, jornalista uruguaio e presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP, destacou as 21 mortes de jornalistas nos últimos seis meses e afirmou que o panorama é "desolador". Ele criticou os "aparatos extraoficiais" adotados por governos para a detenção de controle sobre os meios de comunicação.
Na Argentina, Paolillo vê o enxugamento da verba de publicidade oficial como um "golpe" contra os jornais considerados de oposição - Clarín e La Nación - , que receberam, apenas, 2,5% da verba, em 2010, enquanto títulos menores tiveram porcentagens maiores. Ele também criticou o "clima opressivo e as agressões verbais" contra os meios de comunicação no país.
A onda de violência em Honduras e no México foram destacadas, assim como a censura imposta às emissoras de rádio e TV na Venezuela, onde mais de 30 veículos já foram fechados. Na Bolívia, "cerca de 90% dos editores admitem, em público, que fazem autocensura para não enfrentar problemas maiores".
No Equador, existe uma preocupação crescente com a maneira com que o presidente Rafael Correa intimida os veículos de comunicação, por meio de processos judiciais por danos morais, como fez com o jornal El Universo , além de uma nova lei para veículos de comunicação.
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