Representante de editora diz que pagamentos foram para patrocinar "jornalismo pago"
Reportagens eram de interesse do setor do petróleo
Atualizado em 14/07/2015 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O coordenador-geral da , Paulo Roberto Salvador, disse na última segunda-feira (13/7) em depoimento à Justiça Federal que os pagamentos do empresário Augusto Mendonça, delator da Operação Lava Jato, à editora não foram para veiculação de propaganda, mas para patrocinar "jornalismo pago" com a publicação de reportagens de interesse do setor do petróleo.
Crédito:Agência Brasil Delator da Lava Jato diz que repassou propina para tesoureiro pagar por reportagens
De acordo com a Folha de S.Paulo , conforme a delação premiada de Mendonça, os repasses de R$ 2,4 milhões de suas empresas à editora ligada ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foram utilizados para quitar o pagamento de propina à diretoria de Serviços da Petrobras, cujo operador, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), era o tesoureiro afastado do PT.
Mendonça disse que procurou a editora após pedido de Vaccari. O depoimento do coordenador-geral da editora foi dado em uma das ações penais contra o ex-tesoureiro na Operação Lava Jato. Ele foi arrolado como testemunha de defesa do petista. A editora pertence a sindicatos próximos ao partido.
Salvador afirmou que não houve intermediação de Vaccari para os dois contratos com as empresas de Mendonça. Entretanto, informou que não foram veiculadas publicidades ou prestação de contas dos contratos. De acordo com ele, o empresário pediu que a editora produzisse matérias favoráveis ao setor do petróleo na publicação Revista do Brasil e no site Rede Brasil Atual. "Não tinha cabimento fazer um anúncio, um quadradinho que falasse 'conheça minha empresa'", declarou.
O representante da editora admitiu que os contratos foram o único caso de "jornalismo pago" até hoje. "Essa foi a primeira experiência que nós tivemos. Esses dois [contratos] foram os únicos", ressaltou. Segundo ele, os serviços foram efetivamente prestados com a publicação de cerca de 30 matérias específicas sobre o assunto de interesse do empresário. Não constavam nos textos que as reportagens eram "conteúdo patrocinado".
Paulo Salvador afirmou ainda que a prestação de contas foi dispensada por Augusto Mendonça. "Quando eu informei que tudo seria publicado no portal web, o senhor Augusto mesmo falou 'nós controlaremos pelo portal web, não precisamos de papel, de colocar pessoas pra ficar vendo'. Depois fui informado pela secretária Carla que foi pedido [por Augusto Mendonça] um conjunto de revistas e que havia sido encaminhado", completou.
Crédito:Agência Brasil Delator da Lava Jato diz que repassou propina para tesoureiro pagar por reportagens
De acordo com a Folha de S.Paulo , conforme a delação premiada de Mendonça, os repasses de R$ 2,4 milhões de suas empresas à editora ligada ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foram utilizados para quitar o pagamento de propina à diretoria de Serviços da Petrobras, cujo operador, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), era o tesoureiro afastado do PT.
Mendonça disse que procurou a editora após pedido de Vaccari. O depoimento do coordenador-geral da editora foi dado em uma das ações penais contra o ex-tesoureiro na Operação Lava Jato. Ele foi arrolado como testemunha de defesa do petista. A editora pertence a sindicatos próximos ao partido.
Salvador afirmou que não houve intermediação de Vaccari para os dois contratos com as empresas de Mendonça. Entretanto, informou que não foram veiculadas publicidades ou prestação de contas dos contratos. De acordo com ele, o empresário pediu que a editora produzisse matérias favoráveis ao setor do petróleo na publicação Revista do Brasil e no site Rede Brasil Atual. "Não tinha cabimento fazer um anúncio, um quadradinho que falasse 'conheça minha empresa'", declarou.
O representante da editora admitiu que os contratos foram o único caso de "jornalismo pago" até hoje. "Essa foi a primeira experiência que nós tivemos. Esses dois [contratos] foram os únicos", ressaltou. Segundo ele, os serviços foram efetivamente prestados com a publicação de cerca de 30 matérias específicas sobre o assunto de interesse do empresário. Não constavam nos textos que as reportagens eram "conteúdo patrocinado".
Paulo Salvador afirmou ainda que a prestação de contas foi dispensada por Augusto Mendonça. "Quando eu informei que tudo seria publicado no portal web, o senhor Augusto mesmo falou 'nós controlaremos pelo portal web, não precisamos de papel, de colocar pessoas pra ficar vendo'. Depois fui informado pela secretária Carla que foi pedido [por Augusto Mendonça] um conjunto de revistas e que havia sido encaminhado", completou.





