Repórteres Sem Fronteiras prometem repetir protestos até os Jogos Olímpicos
Repórteres Sem Fronteiras prometem repetir protestos até os Jogos Olímpicos
O secretário-geral da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Robert Ménard, um dos três ativistas que protestaram durante a cerimônia em que foi acesa a chama olímpica, na Grécia, prometeu continuar as ações de protesto contra violação dos direitos humanos na China "até 8 de agosto", dia da inauguração dos Jogos.
Os três manifestantes aproximaram-se da tribuna no momento em que discursava o presidente da comissão organizadora das olimpíadas de Pequim, Liu Qi. Antes de ser detido pela polícia grega, um dos ativistas teve ainda tempo de abrir uma bandeira negra da RSF, com algemas no lugar dos cinco anéis olímpicos. Outro aproximou-se da tribuna, interrompendo o discurso do dirigente chinês gritando: "Liberdade, liberdade".
"O nosso objetivo é que os chefes de Estado estrangeiros boicotem a cerimônia de abertura dos Jogos. Não temos nada contra os jogos Olímpicos, nada contra os atletas", explicou Ménard, recordando que "a China é a maior prisão do mundo".
Depois de o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e o Governo grego terem lamentado os incidentes, a organização francesa emitiu um comunicado sublinhando que "a chama olímpica pode ser sagrada, mas os direitos humanos são mais. Não podemos deixar que o Governo chinês leve a chama olímpica, um símbolo de paz, sem denunciar a dramática situação dos direitos humanos no país, a menos de cinco meses do início dos jogos".
A organização de defesa dos jornalistas entende que o tratamento dado pelas autoridades chinesas "aos que se expressam livremente", "a censura imposta à imprensa" e o "bloqueio noticioso ao Tibete" justificam esta ação.
"Devemos usar todos os meios para condenar estas violações das liberdades básicas na China", acrescenta o comunicado da RSF, lembrando "os cerca de cem jornalistas, utilizadores de Internet e ciber-dissidentes que se encontram detidos por expressarem de forma pacífica as suas opiniões".
Além dos três representantes dos RSF, a polícia deteve na mesma altura uma cidadã suíça de origem tibetana que conseguiu infiltrar-se na cerimônia, depois de ter participado numa pequena manifestação nas ruas de Olímpia. Outras quatro pessoas foram detidas durante a ação, entre elas um cidadão japonês que possuía uma navalha. Todos foram libertados horas depois.
Com informações do site Publico.pt
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