Repórteres Sem Fronteiras denuncia agressões a jornalistas durante cobertura da prisão de Lula

Organização internacional trabalha na defesa da liberdade de expressão

Atualizado em 10/04/2018 às 08:04, por Redação Portal IMPRENSA.

A Repórteres Sem Fronteira, organização internacional que defende a liberdade de expressão, denunciou ontem, dia 9, a violência e hostilidade sofrida por profissionais da imprensa brasileira durante a cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Crédito:Ricardo Galhardo/Estadão
“As autoridades brasileiras devem garantir o trabalho da imprensa, particularmente importante neste período de fortes tensões políticas, declarou Emmanuel Colombié, Diretor Regional do Escritório para a América Latina da Repórteres sem Fronteiras. Os jornalistas brasileiros são injustamente tomados como alvo, vítimas da indignação dos manifestantes que os associam diretamente à postura editorial dos veículos para os quais trabalham. Se trata de um atentado grave à liberdade de imprensa, direito tão necessário nesses tempos turbulentos.”

No dia 7 de abril de 2018, ao menos oito jornalistas foram alvos de agressões por parte de manifestantes que se reuniram em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para apoiar o ex-presidente Lula, condenado a 12 anos de prisão. Repórteres das rádios CBN, Bandnews FM e Jovem Pan e dos canais Bandnews, Rede TV e Globo sofreram violências físicas e verbais durante a cobertura dos momentos que antecederam a prisão do Lula. Em alguns casos, os jornalistas tiveram que abandonar o local por questões de segurança.
Nos dias anteriores, quando foi decretada a ordem de prisão do ex-presidente, agressões semelhantes ocorreram em protestos realizados em diversas cidades do país. Carros de reportagem da rádio Bandnews FM e do jornal Correio Brazilense foram atacados e tiveram vidros quebrados, respectivamente em São Paulo e Brasília. Em João Pessoa, capital da Paraíba, manifestantes atacaram a sede da TV Cabo Branco, afiliada local da Globo.