Repórteres do New York Times citam influência da TV Globo no Brasil

O casal de jornalistas do The New York Times, Nicholas D. Kristof e Sheryl Wudunn, lança no Brasil o livro "Metade do Céu - Novo Século

Atualizado em 01/09/2011 às 09:09, por Luiz Gustavo Pacete.

O casal de jornalistas do The New York Times , Nicholas D. Kristof e Sheryl Wudunn, lança no Brasil o livro "Metade do Céu - Novo Século". O trabalho é fruto de reportagens sobre a condição da mulher no século XXI. Os jornalistas relatam histórias de meninas e mulheres que conseguiram sucesso, mesmo sofrendo com o tráfico sexual e mutilação genital.

Divulgação Nicholas D. Kristof e Sheryl Wudunn Entre as histórias está a das jovens do Camboja, Neth e Momm, que foram roubadas pelo tráfico, mas resgatadas pelos jornalistas, em parceria com a American Assistance for Cambodia. Compradas dos bordéis onde trabalhavam, Neth e Momm foram devolvidas às suas famílias.
O Brasil é citado no capítulo "Emancipando as escravas do século XXI". Sobre a TV Globo, os autores dizem que "um estudo realizado por uma economista italiana chamada Eliana La Ferrara examinou o impacto de uma rede de televisão e descobriu que, quando a Rede Globo chegava a uma nova área no Brasil, nos anos seguintes havia menos nascimentos ali - especialmente entre as mulheres de status socioeconômico mais baixo e as que já estavam avançadas em seus anos reprodutivos. Isso sugeria que elas haviam decidido parar de ter filhos, imitando as personagens das novelas que admiravam."
Os autores destacam que o sucesso e a influência das tramas nacionais contribuem para formar a imagem de uma mulher forte na sociedade brasileira. "Nossa pesquisa mostrou que as novelas mostraram que as mulheres podem desenvolver um papel mais forte na sociedade", conta Sheryl WuDunn, co-autora do livro. Ela ressalta, também, que a TV Globo é "muito influente" no Brasil, a ponto de mudar comportamentos.
Ao Portal IMPRENSA, Sheryl destaca que a obra é o acúmulo de anos de cobertura na Ásia e outras regiões em que cobriu pelo The New York Times . "A ideia da obra veio quando estávamos na China e lembramos como as mortes que ocorreram na Praça da Paz Celestial. Alí, descobrimos que na China existiam 30 mil meninas desaparecidas a partir das estatísticas de nascimento a cada ano".

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