Repórteres do jornal "O Globo" entrevistam Temer no Palácio do Planalto

Jornalistas do jornal carioca O Globo entrevistaram, na última sexta-feira (9/9), o presidente Michel Temer. Alan Gripp, Catarina Alencastro

Atualizado em 12/09/2016 às 16:09, por Redação Portal IMPRENSA.

, Ilimar Franco, Paulo Celso Pereira, Sergio Fadul e Silvia Fonseca foram recebidos pelo político no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
Crédito:Reprodução/O Globo Jornalistas entrevistam Michel Temer no Palácio do Planalto
Durante a , Temer falou, entre outros assuntos, sobre a falta de representatividade feminina no governo, a questão da reforma trabalhista, os protestos de rua contra ele e os rumos do país a partir de sua liderança.
O presidente também comentou sobre a situação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). "É um caso que não tem essa dimensão que se procura dar. Para mim, é uma questão administrativa. Se o governo não puder fazer absolutamente nada, fica complicado", disse.
Na última quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli decidiu revogar a liminar que mantinha o jornalista Ricardo Melo na presidência da empresa. A decisão foi tomada após a publicação do decreto que alterou o Estatuto Social da emissora.
Ao falar sobre a jornada de trabalho, Temer disse que as notícias induziram o leitor a interpretar o assunto de forma equivocada. "Ganhou manchete 'governo quer impedir que...'. Ora, não dá pra ser assim, porque induz o leitor a um fato equivocado. O compromisso de toda e qualquer imprensa é ter compromisso com o fato, mas o fato verdadeiro", acrescentou.
Em uma declaração durante encontro com sindicalistas em Brasília, o ministro Ronaldo Nogueira havia dito que a proposta de reforma que será encaminhada ao Congresso até o fim deste ano vai oficializar a carga horária diária de até 12 horas, desde que o trabalhador não exceda o limite de 48 horas semanais.
Após a polêmica gerada pela declaração, o Ministério do Trabalho explicou que o que está em estudo é a possibilidade de permitir aos trabalhadores ajustarem o modo de cumprimento de sua jornada laboral de 44 horas semanais da maneira que seja mais vantajosa.