Repórteres da Viagem e Turismo flagram tentativa de suicídio

Repórteres da Viagem e Turismo flagram tentativa de suicídio

Atualizado em 16/12/2004 às 19:12, por Por: Thaís Naldoni.

Em matéria comemorativa dos 20 anos do aeroporto de Guarulhos, repórter e fotógrafo mostram que o furo jornalístico pode ser encontrado onde menos se espera

O que pode ter em comum o turismo com uma tentativa de suicídio? A edição do mês de dezembro da revista Viagem e Turismo, da editora Abril, mostra que o faro e o furo jornalístico cabem em qualquer editoria.

Em uma matéria sobre os 20 anos do aeroporto de Guarulhos, o repórter Wagner Corrêa e o fotógrafo Mauro Donato, que passaram 24 horas no aeroporto para retratar a rotina local, presenciaram a tentativa de suicídio de uma mulher de 31 anos. Toda a cena e a ação dos policiais foi fotografada e uma das fotos, publicada na revista. "Fazia tempo que a garota estava lá e ela parecia alterada", conta Mauro.

Veja como tudo aconteceu

Já passado o horário de maior movimento do aeroporto, Mauro e Wagner puderam perceber o descontrole de uma mulher, que andava pelo hall, inquieta. Por isso, procuraram a equipe de segurança do aeroporto que não viu tamanha gravidade no caso. "Um segurança foi conversar com ela, perguntando se estava tudo bem. Como a resposta foi positiva, ficou tudo por isso mesmo", explica Wagner.

É aí que entra o faro jornalístico. Como passaram a noite toda no local, o repórter e o fotógrafo resolveram tomar um café, mas após algum tempo, voltaram, com a certeza de que todo aquele desespero não ficaria só no choro e na aparência perturbada.

Então, assim que subiram as escadas rolantes desligadas, devido ao horário, viram a moça no parapeito da plataforma, dizendo que iria se jogar. "Ficamos acompanhando toda a ação dos policiais, desde as conversas até o resgate. Enquanto eu anotava os diálogos, o Mauro fotografava", diz Wagner.

Após o resgate, a garota foi levada para enfermaria, onde seria medicada. Porém, mais uma vez, um fato inusitado. Ela pediu para ir ao banheiro e de repente, os policias ouviram um gemido vindo de lá. A mesma moça tentava enforcar a enfermeira com um cinto.

Loucuras à parte, toda esta movimentação mostra que o furo jornalístico pode ser noticiado em qualquer editoria e encontrado sem a menor pretensão, basta ter os olhos abertos e a percepção aguçada.


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