Repórter que investigava corrupção na Eslováquia é encontrado morto em sua casa
Morte do jovem repercutiu na imprensa internacional
Atualizado em 26/02/2018 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista eslovaco Khan Kuciak, de 27 anos, conhecido por suas investigações sobre corrupção para o portal de notícias “Aktuality.sk”, foi encontrado morto nesta segunda-feira junto à sua companheira, ambos assassinados em sua casa, perto de Bratislava. Crédito:aktuality.sk
Kuciak foi baleado no peito e sua namorada na cabeça, em um crime ocorrido, segundo o chefe policial Tibor Gaspar, entre quinta-feira e domingo.
Seu último artigo publicado ligava Kocner a fraudes tributárias, assim como a transferências de propriedade pouco transparentes, no edifício “Five Star Residence”, em Bratislava, onde também estaria envolvido o empresário Ladislav Basternak.
O caso de Basternak foi um dos motivos dos protestos em massa ocorridos no ano passado no país contra a classe política, a qual os manifestantes acusavam de falta de vontade para combater a corrupção.
Veículos de imprensa locais apontam agora que Kocner ameaçou Kuciak, e que este informou sobre as ameaças à polícia, o que o chefe da polícia disse hoje não ter conhecimento.
No entanto, há dez anos o jornalista investigativo Pavol Rypal, que documentava os esquemas e operações da máfia, está desaparecido, e desde 2015 não se sabe o paradeiro de Miroslav Pejko, repórter do jornal eslovaco “Hospodárske noviny”.
“Trata-se possivelmente de um duplo assassinato do jornalista Khan Kuciak e sua companheira, Martina K”, confirmou o chefe da polícia, Tibor Gaspar, em entrevista coletiva na capital eslovaca. Para o oficial, trata-se de “um ataque sem precedentes a um jornalista, algo que não tinha acontecido antes na Eslováquia.”
Kuciak foi baleado no peito e sua namorada na cabeça, em um crime ocorrido, segundo o chefe policial Tibor Gaspar, entre quinta-feira e domingo.
Seu último artigo publicado ligava Kocner a fraudes tributárias, assim como a transferências de propriedade pouco transparentes, no edifício “Five Star Residence”, em Bratislava, onde também estaria envolvido o empresário Ladislav Basternak.
O caso de Basternak foi um dos motivos dos protestos em massa ocorridos no ano passado no país contra a classe política, a qual os manifestantes acusavam de falta de vontade para combater a corrupção.
Veículos de imprensa locais apontam agora que Kocner ameaçou Kuciak, e que este informou sobre as ameaças à polícia, o que o chefe da polícia disse hoje não ter conhecimento.
No entanto, há dez anos o jornalista investigativo Pavol Rypal, que documentava os esquemas e operações da máfia, está desaparecido, e desde 2015 não se sabe o paradeiro de Miroslav Pejko, repórter do jornal eslovaco “Hospodárske noviny”.
“Trata-se possivelmente de um duplo assassinato do jornalista Khan Kuciak e sua companheira, Martina K”, confirmou o chefe da polícia, Tibor Gaspar, em entrevista coletiva na capital eslovaca. Para o oficial, trata-se de “um ataque sem precedentes a um jornalista, algo que não tinha acontecido antes na Eslováquia.”





