Repórter que ganhou Pulitzer deixou a profissão para poder pagar aluguel

O jornalista Rob Kuznia surpreendeu ao ser agraciado com o prêmio Pulitzer, já que deixou a profissão há seis meses porque seu salário não dava para pagar o aluguel.

Atualizado em 22/04/2015 às 10:04, por Redação Portal IMPRENSA.

ao ser agraciado com o prêmio , já que deixou a profissão há seis meses porque seu salário não dava para pagar o aluguel. Ele era repórter do jornal Daily Breeze , de Torrance, na Califórnia.
Crédito:Reprodução/Twitter Rob Kuznia trabalha como assessor de imprensa mesmo após ganhar o Pulitzer
Segundo a AP, a publicação possui aproximadamente 63 mil assinantes e 7 repórteres e foi premiado por uma investigação sobre a corrupção em uma escola do distrito, a Centinela Valley Union High School.
O repórter saiu da publicação e passou a trabalhar como assessor de imprensa na fundação USC Shoah. "Falamos com ele nesta tarde e ele reconheceu, com pesar, que lamentava não ser mais jornalista, mas explicou que era muito difícil chegar no final do mês com seu salário no jornal e alugando um apartamento na região de Los Angeles", informou o site LA Observed.
Ao The New York Times , Kuznia disse que recebeu três Pulitzer e que antes de deixar o posto de repórter, ganhou um aumento. "Não que eles não ligassem. Mas simplesmente não era suficiente", explicou. Na semana passada, ele foi condecorado com o National Headliner Award for Investigative Journalism.
O Prêmio
Outro destaque na premiação foi o jornal americano The New York Times , que ganhou em três categorias: de melhor trabalho de investigação, para Eric Lipton, de jornalismo internacional, para a redação, e melhor fotografia, para Daniel Berehulak.
A medalha ao serviço público foi para o jornal The Post and Courier , de Charleston, na Carolina do Sul, pela reportagem "Till Death Do Us Part" ("Até que a morte nos separe"), sobre a violência de gênero no estado.
O prêmio para jornalismo de atualidade foi para a redação do The Seattle Times , pela cobertura do deslizamento de terra que causou a morte de 43 pessoas na cidade de Urso, no estado de Washington.
Carol D. Leonnig, do Washington Post , levou o Pulitzer por melhor cobertura nacional; o melhor trabalho de crítica foi para Mary McNamara, do Los Angeles Times ; e o melhor comentário foi para Lisa Falkenberg, do Houston Chronicle.
Confira a lista dos ganhadores do Prêmio Pulitzer 2015:

Jornalismo Serviço Público: The Post and Courier , Charleston, Carolina do Sul Furo de Reportagem: Equipe do The Seattle Times Reportagem Investigativa: Eric Lipton, The New York Times , e equipe do The Wall Street Journal Reportagem Explicativa: Zachary R. Mider, Bloomberg News Reportagem Local: Rob Kuznia, Rebecca Kimitch e Frank Suraci, Daily Breeze , Torrance, Califórnia Reportagem Nacional: Carol D. Leonnig, The washington Post Reportagem Internacional: Equipe do The New York Times Melhor Crônica: Diana Marcum, Los Angeles Times Comentário: Lisa Falkenberg, Houston Chronicle Melhor Crítica: Mary McNamara, Los Angeles Times Escrita Editorial: Kathleen Kingsbury, The Boston Globe
Furo de reportagem fotográfica: Equipe de fotografia do St. Louis Post-Dispatch
Charge: Adam Zyglis, The Buffalo News Fotografia Não Factual: Daniel Berehulak, freelancer, The New York Times
Literatura, Teatro e Música
Melhor Ficção: "All the Light We Cannot See", de Anthony Doerr Teatro: "Between Riverside and Crazy", de Stephen Adly Guirgis História: "Encounters at the Heart of the World: A History of the Mandan People", de Elizabeth A. Fenn Biografia: "The Pope and Mussolini: The Secret History of Pius XI and the Rise of Fascism in Europe", de David I. Kertzer Poesia: "Digest", de Gregory Pardlo Não ficção geral: "The Sixth Extinction: An Unnatural History", de Elizabeth Kolbert Música: "Anthracite Fields", de Julia Wolfe