Repórter processa emissora dos EUA por ambiente hostil de trabalho
Repórter processa emissora dos EUA por ambiente hostil de trabalho
Atualizado em 13/04/2010 às 15:04, por
Sílvia Dutra/Em colaboração ao Portal IMPRENSA e dos EUA.
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Após quase dez anos de manobras legais começou na última segunda-feira (12), numa corte do Brooklin, em Nova York, o julgamento do caso da ex- repórter Adele Sammarco, que está processando executivos da emissora de televisão NY1, pertencente ao grupo Time Warner.
Ela acusa o editor Peter Landis, a gerente de recursos humanos, Elizabeth Fanfant, e o vice presidente, Steve Paulus, por não a terem protegido de um ambiente de trabalho hostil.
Adele afirma ter perdido o emprego há nove anos, por reclamar de assédio sexual. Ela teria sido agarrada e beijada a força por outro repórter, cujo nome não foi divulgado, e ridicularizada por montagens fotográficas que circularam na emissora. E uma das imagens, ela aparecia com seios enormes. Na outra, estava com o zíper da calça aberto, enquanto um técnico da emissora tentava fechar a lacuna da roupa usando um alicate.
"Estou aliviada que, finalmente, meu caso está sendo avaliado pela Justiça, depois de quase dez anos de demora. Acredito que ninguém deve sofrer abusos dessa natureza no ambiente de trabalho", disse Adele, que recusou uma oferta da emissora de US$ 200 mil para não levar o caso adiante.
Os executivos alegam que ela teria sido demitida porque a qualidade de seu trabalho deixava a desejar. Na véspera do julgamento, a emissora contratou uma agressiva e experiente advogada, Bettina Plevan, para comandar a equipe jurídica que cuida de sua defesa.
Já o advogado da repórter, Andrew Laufer, declarou que conversou com testemunhas no canal, que expressaram receio de ajudar Adele e também serem demitidas. Um ex-repórter da mesma emissora, Dominic Carter, deve testemunhar a favor da jornalista.
Carter, por sua vez, foi demitido da emissora após ser condenado em um caso de violência doméstica contra sua esposa. A juíza Roslynn Mauskopf, que preside o caso Sanmarco, já proibiu que Carter seja questionado pelos advogados de defesa sobre seu envolvimento no caso de agressão. Não foi divulgado o valor da indenização pedida por Adele Sanmarco.
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| Divulgação |
| Adele Sammarco |
Ela acusa o editor Peter Landis, a gerente de recursos humanos, Elizabeth Fanfant, e o vice presidente, Steve Paulus, por não a terem protegido de um ambiente de trabalho hostil.
Adele afirma ter perdido o emprego há nove anos, por reclamar de assédio sexual. Ela teria sido agarrada e beijada a força por outro repórter, cujo nome não foi divulgado, e ridicularizada por montagens fotográficas que circularam na emissora. E uma das imagens, ela aparecia com seios enormes. Na outra, estava com o zíper da calça aberto, enquanto um técnico da emissora tentava fechar a lacuna da roupa usando um alicate.
"Estou aliviada que, finalmente, meu caso está sendo avaliado pela Justiça, depois de quase dez anos de demora. Acredito que ninguém deve sofrer abusos dessa natureza no ambiente de trabalho", disse Adele, que recusou uma oferta da emissora de US$ 200 mil para não levar o caso adiante.
Os executivos alegam que ela teria sido demitida porque a qualidade de seu trabalho deixava a desejar. Na véspera do julgamento, a emissora contratou uma agressiva e experiente advogada, Bettina Plevan, para comandar a equipe jurídica que cuida de sua defesa.
| Reprodução |
| Montagem feita com foto de Adele |
Carter, por sua vez, foi demitido da emissora após ser condenado em um caso de violência doméstica contra sua esposa. A juíza Roslynn Mauskopf, que preside o caso Sanmarco, já proibiu que Carter seja questionado pelos advogados de defesa sobre seu envolvimento no caso de agressão. Não foi divulgado o valor da indenização pedida por Adele Sanmarco.
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