Repórter preso na Venezuela foi interrogado por ser considerado apoiador da oposição
O inspetor que guardava o repórter do Miami Herald, Jim Wyss, durante sua prisão de 48 horas na Venezuela, disse que tinha ordens para não tocá-lo, “nem com uma pétala de rosa”.
Atualizado em 12/11/2013 às 18:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
repórter do Miami Herald, Jim Wyss, durante sua prisão de 48 horas na Venezuela, disse que tinha ordens para não tocá-lo, “nem com uma pétala de rosa”. O jornalista foi detido após passar um dia próximo da fronteira com a Colômbia, entrevistando líderes da oposição e o partido no poder sobre as eleições municipais de 8 de dezembro.
Crédito:Reprodução Jornalista diz que foi interrogado por ter fotos de Henrique Capriles, principal opositor de Maduro
De acordo com o Notimérica, o jornalista recebeu sugestões para entrevistar a Guarda Nacional, que controla a fronteira, e, depois de um telefonema, foi convidado a conhecer o local. "Tudo parecia bem. Eu me apresentei como repórter e me disseram que o ‘general’ falaria comigo em breve. Depois de algumas horas e múltiplas mensagens que o 'general' encontraria um lugar em sua agenda para mim. Às 19h, após quatro horas de espera, eu disse que tinha que sair, mas disseram que não poderia", relata Wyss.
Em vez de se encontrar com o “general”, Wyss encontrou o inspetor que o colocou em um carro e o levou até sua casa. Lá, pediu que o jornalista traduzisse alguns textos enquanto assistia algumas imagens.
Wyss conta que o inspetor encontrou muitas imagens do líder da oposição, Henrique Capriles, o que faria dele um “ativista da oposição.” "Expliquei que pessoas como Capriles sempre dão entrevistas ao Miami Herald, o que nunca tinha sido autorizado com [Hugo] Chávez e [Nicolás] Maduro em suas campanhas".
Apesar do interrogatório de quase duas horas e meia, o repórter reconhece que não sofreu ameaças verbais ou físicas. No entanto, ele classifica o episódio como uma “experiência surreal”.

Crédito:Reprodução Jornalista diz que foi interrogado por ter fotos de Henrique Capriles, principal opositor de Maduro
De acordo com o Notimérica, o jornalista recebeu sugestões para entrevistar a Guarda Nacional, que controla a fronteira, e, depois de um telefonema, foi convidado a conhecer o local. "Tudo parecia bem. Eu me apresentei como repórter e me disseram que o ‘general’ falaria comigo em breve. Depois de algumas horas e múltiplas mensagens que o 'general' encontraria um lugar em sua agenda para mim. Às 19h, após quatro horas de espera, eu disse que tinha que sair, mas disseram que não poderia", relata Wyss.
Em vez de se encontrar com o “general”, Wyss encontrou o inspetor que o colocou em um carro e o levou até sua casa. Lá, pediu que o jornalista traduzisse alguns textos enquanto assistia algumas imagens.
Wyss conta que o inspetor encontrou muitas imagens do líder da oposição, Henrique Capriles, o que faria dele um “ativista da oposição.” "Expliquei que pessoas como Capriles sempre dão entrevistas ao Miami Herald, o que nunca tinha sido autorizado com [Hugo] Chávez e [Nicolás] Maduro em suas campanhas".
Apesar do interrogatório de quase duas horas e meia, o repórter reconhece que não sofreu ameaças verbais ou físicas. No entanto, ele classifica o episódio como uma “experiência surreal”.
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