Repórter francês feito refém na Síria identifica um de seus sequestradores

Homem também é suspeito de ter matado quatro pessoas num atentado em maio no Museu Judaico de Bruxelas

Atualizado em 08/09/2014 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O repórter francês Nicolas Henin, sequestrado e mantido em cativeiro durante meses na Síria, disse, no último sábado (6/9), que um de seus captores, identificado como Mehdi Nemmouche, é o suspeito de ter matado quatro pessoas num atentado em maio no Museu Judaico de Bruxelas.
Crédito:reprodução/ Euronews O repórter Nicolas Henin foi sequestrado e mantido em cativeiro durante meses na Síria De acordo com a Reuters, Henin afirmou ter reconhecido Nemmouche em um vídeo que assistiu durante uma investigação. "Após a prisão dele, me mostraram alguns documentos que me permitiram reconhecê-lo formalmente", explicou.
O jornalista, libertado no dia 20 de abril junto com outros três franceses, revelou que o sequestrador o golpeou com uma luva que havia comprado "especialmente para atacá-lo". "Ele não atacou outros ocidentais, mas era possível ouvi-lo torturar prisioneiros sírios."
O sequestrador, de 29 anos, está em custódia na Bélgica pelo ataque de maio e comparecerá a uma corte belga neste mês. O jornalista o descreve como integrante de um grupo de franceses que participa dos mesmos círculos do Estado Islâmico (EI) na Síria.
"Quando não estava cantando, estava torturando", disse Henin. Ele e outros três jornalistas franceses - Didier Francois, Edouard Elias e Pierre Torres - passaram dez meses mantidos em cativeiro pelo grupo extremista no país.