Repórter fotográfico registra execução pública de jovem por rebeldes na Síria

A revista Time publicou uma série de fotos em que mostra a execução pública de um jovem sírio na cidade de Keferghan, perto de Aleppo. A cena teria ocorrido no dia 31 de agosto deste ano, embora a publicação não garanta a veracidade das imagens por conta da dificuldade de obter informações na Síria.

Atualizado em 13/09/2013 às 13:09, por Redação Portal IMPRENSA.

série de fotos mostrando a execução pública de um jovem sírio na cidade de Keferghan, perto de Aleppo. A cena teria ocorrido no dia 31 de agosto deste ano, embora a publicação não garanta a veracidade das imagens por conta da dificuldade de obter informações na Síria.


Crédito:Reprodução/ Time Repórter fotográfico não quis se identificar para evitar represálias


Segundo o Terra, a decapitação foi a última das quatro que o fotógrafo presenciou no dia. Ele pediu para não ter a identidade revelada por segurança. De acordo com a Time , uma testemunha da região relatou que rebeldes ligados à Al-Qaeda foram os responsáveis pela execução.


Confira o relato do jornalista publicado pela Time:


“O homem foi trazido para a praça. Seus olhos estavam vendados. Comecei a tirar fotos, uma atrás da outra. Essa seria a quarta execução daquele dia que eu iria fotografar. Eu estava me sentindo horrível, várias vezes estive a ponto de vomitar. Mas me mantive sob controle porque, como jornalista, sabia que tinha que documentar isso, como tinha feito nas três decapitações anteriores, em três locais fora Aleppo.


A multidão começou a aplaudir. Todo mundo estava feliz. Eu sabia que se eu tentasse intervir, seria expulso e as execuções continuariam. Sabia que não seria capaz de mudar o que estava acontecendo e poderia me colocar em risco.


Vi uma cena de crueldade absoluta: um ser humano ser tratado de uma forma que ninguém deveria ser tratado. Mas parece que, em dois anos e meio, a guerra degradou a humanidade das pessoas. Neste dia, as pessoas não tinham controle sobre seus sentimentos, seus desejos, sua raiva. Era impossível detê-los.


Eu não sei quantos anos a vítima tinha, mas era jovem. Ele foi forçado a ficar de joelhos. Os rebeldes leram seus crimes. O jovem estava de joelhos, com as mãos amarradas. Ele parecia paralisado.

Dois rebeldes sussurraram algo em seu ouvido e ele respondeu de forma inocente e triste, mas não entendi o que foi dito, pois não falo árabe.


No momento da execução, os rebeldes agarraram sua garganta. O jovem reagiu, mas três ou quatro rebeldes conseguiram imobilizá-lo. Ele tentou proteger a garganta com as mãos, que ainda estavam amarradas. Tentou resistir, mas os rebeldes eram mais fortes e cortaram sua garganta. Depois, levantaram a cabeça. As pessoas aplaudiram. Todo mundo estava feliz porque a execução aconteceu.”


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