Repórter fotográfico de "O Tempo" é detido ao apurar denúncia em unidades de saúde
O repórter fotográfico Alex de Jesus, do jornal O Tempo, foi detido na manhã da última terça-feira (8/3), em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Atualizado em 09/03/2016 às 16:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Jesus, do jornal , foi detido na manhã da última terça-feira (8/3), em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Acompanhado da repórter Débora Costa, a equipe apurava uma denúncia em uma unidade de saúde do município.
Crédito:Reprodução/Facebook Repórter foi liberado após ser levado à delegacia
De acordo com o jornal, a prefeitura teria orientado que as unidades limitassem o serviço de exames. Ao atingir a cota máxima — que não foi informada — os postos de saúde apenas poderiam fazer novos pedidos no mês seguinte.
"No primeiro hospital em que fomos chegamos a conversar com a responsável, que disse que não iria falar e que não poderíamos fazer fotos ali. Então, saímos e fomos para a Policlínica continuar a apuração. O planejamento era de ir em outras unidades de saúde, mas tivemos que interromper o trabalho ali", relatou o profissional.
Na Policlínica de Nova Lima, a jornalista entrevistou um dos pacientes, que se dispôs a ser fotografado na porta da unidade. Quando ela chamou o colega para fazer o registro, um guarda municipal, identificado como José Carlos Silva, abordou o fotógrafo.
O agente pediu que ele apagasse a imagem que teria feito dele. "Como eu não havia feito foto nenhuma dele e nem o tinha visto até aquele momento, respondi que não tinha fotos dele para apagar", justificou Jesus.
Em seguida, o guarda pediu que ele entregasse sua câmera. O fotógrafo se recusou e chamou a jornalista para deixar o local. O agente começou a gritar, dizendo que eles estavam fugindo. "Apareceu um carro da guarda com quatro agentes, outro carro particular com outros dois guardas municipais e dois policiais militares na mesma hora. Foram oito agentes para nos conduzir a delegacia", afirmou Débora.
A Polícia Civil argumentou que a condução na 2ª Delegacia de Polícia Civil foi por desobediência, mas que a delegada Silvânia Ribeiro Silva entendeu que não houve desobediência que justificasse a condução e liberou o repórter fotográfico.
Em nota, a Prefeitura lamentou o ocorrido e disse que a Delegacia de Polícia investiga o caso. Também reforçou que sempre estava aberta para esclarecer qualquer informação e nunca barrou o acesso de veículos de comunicação às suas dependências.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais repudiou o cerceamento do trabalho dos jornalistas. "O Sindicato se solidariza com os colegas e exige que as autoridades responsáveis tomem providências para identificar e punir os culpados", disse.
Crédito:Reprodução/Facebook Repórter foi liberado após ser levado à delegacia
De acordo com o jornal, a prefeitura teria orientado que as unidades limitassem o serviço de exames. Ao atingir a cota máxima — que não foi informada — os postos de saúde apenas poderiam fazer novos pedidos no mês seguinte.
"No primeiro hospital em que fomos chegamos a conversar com a responsável, que disse que não iria falar e que não poderíamos fazer fotos ali. Então, saímos e fomos para a Policlínica continuar a apuração. O planejamento era de ir em outras unidades de saúde, mas tivemos que interromper o trabalho ali", relatou o profissional.
Na Policlínica de Nova Lima, a jornalista entrevistou um dos pacientes, que se dispôs a ser fotografado na porta da unidade. Quando ela chamou o colega para fazer o registro, um guarda municipal, identificado como José Carlos Silva, abordou o fotógrafo.
O agente pediu que ele apagasse a imagem que teria feito dele. "Como eu não havia feito foto nenhuma dele e nem o tinha visto até aquele momento, respondi que não tinha fotos dele para apagar", justificou Jesus.
Em seguida, o guarda pediu que ele entregasse sua câmera. O fotógrafo se recusou e chamou a jornalista para deixar o local. O agente começou a gritar, dizendo que eles estavam fugindo. "Apareceu um carro da guarda com quatro agentes, outro carro particular com outros dois guardas municipais e dois policiais militares na mesma hora. Foram oito agentes para nos conduzir a delegacia", afirmou Débora.
A Polícia Civil argumentou que a condução na 2ª Delegacia de Polícia Civil foi por desobediência, mas que a delegada Silvânia Ribeiro Silva entendeu que não houve desobediência que justificasse a condução e liberou o repórter fotográfico.
Em nota, a Prefeitura lamentou o ocorrido e disse que a Delegacia de Polícia investiga o caso. Também reforçou que sempre estava aberta para esclarecer qualquer informação e nunca barrou o acesso de veículos de comunicação às suas dependências.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais repudiou o cerceamento do trabalho dos jornalistas. "O Sindicato se solidariza com os colegas e exige que as autoridades responsáveis tomem providências para identificar e punir os culpados", disse.





