Repórter-fotográfico da Folha relembra experiência na cobertura da Guerra do Iraque

O repórter-fotográfico da Folha de S.Paulo, Juca Varella, relembra sua viagem ao Iraque quando cobriu o início da guerra, declarada pelos EUA, em 2003, noticia o jornal.

Atualizado em 16/12/2011 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

S.Paulo , Juca Varella, relembra sua viagem ao Iraque quando cobriu o início da guerra, declarada pelos EUA, em 2003, noticia o jornal. O Governo norte-americano anunciou o fim oficial de suas ações militares no país do Oriente Médio.
De acordo com Juca, ele e Sérgio Dávia, atual editor-executivo da Folha , foram os únicos brasileiros a estar na região para cobrir a guerra logo no início. Chegaram a Bagdá em 19 de março de 2003. Hospedaram-se, inicialmente, no hotel Al-Rasheed, que havia se tornado ícone por causa do repórter Peter Arnett durante a Guerra do Golfo para a CNN, em 1991. Eles se mudaram para o Hotel Palestine, pois o anterior havia se tornado alvo de ataques.
Ele descreve que havia 180 jornalistas do mundo inteiro alocados para cobrir os bombardeios - de um contingente inicial de quase dois mil jornalistas. O repórter-fotográfico conta que, nos dias em que estiveram na capital, presenciaram os efeitos da guerra na população e no país. "Por volta das 5h, as sirenes de alerta de ataque aéreo soaram. A artilharia antiaérea disparou. Cães começaram a latir freneticamente. Foram os primeiros sons que confirmavam que a guerra era real e eu estava no meio dela".
"Íamos na contramão do bom-senso, para uma cobertura incerta", comentou Varella. Ele esteve mais duas vezes na região, em 2005 e 2010, e disse que assistiu à reconstrução do país desde a ocupação norte-americana. "Agora, com a retirada definitiva, sobram as marcas de um sonho. Marcas de uma ocupação que mudará para sempre os hábitos e valores daquele povo, e o sonho de uma democracia". Leia mais