Repórter e cinegrafista do UOL são agredidos durante protesto em Brasília (DF)

O repórter Leandro Prazeres e o cinegrafista Kleyton Amorim, ambos do portal UOL, foram agredidos por manifestantes, que protestavam contra o presidente Michel Temer (PMDB) em Brasília (DF), na última quarta-feira (7/9).

Atualizado em 08/09/2016 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/UOL Equipe do portal de notícias UOL foi agredida enquanto cobria manifestação em Brasília (DF) De acordo com o UOL, os profissionais entrevistavam uma mulher de um grupo que se manifestava a favor de intervenção militar no Brasil quando foram abordados e hostilizados pelo grupo de manifestantes anti-Temer. Um deles empurrou o repórter na tentativa de impedir a entrevista. Leandro Prazeres também foi atingido por garrafas de água mineral. Uma delas acertou seu rosto. Já o cinegrafista foi agredido com chutes na perna por um jovem, que também tentou arrancar a câmera de sua mão. Neste momento, os manifestantes cercaram os profissionais. Ao tentar evitar que sua câmera fosse retirada pelo agressor, Amorim machucou o punho. Um grupo de policiais militares evitou que o confronto entre os dois grupos continuasse. Dois manifestantes foram levados para a 5ª Delegacia de Polícia de Brasília para esclarecer os fatos. O suspeito de ter atirado uma garrafa de água no rosto do jornalista foi identificado como Francisco Assis Batistas, 49, produtor rural. O outro agressor, menor de idade, era seu sobrinho. Assis negou a agressão ao prestar depoimento. "Eu chamei o pessoal [jornalistas do UOL] de golpista porque estavam entrevistando uma mulher que estava provocando nós do movimento [anti-Temer] com uma faixa de volta da ditadura militar. Deus me livre, né. Eu não aguentei", afirmou. O repórter e o cinegrafista ficaram com hematomas por conta das agressões, mas passam bem. Eles fizeram exames de corpo de delito e registraram ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília. O portal de notícias repudiou a atitude dos manifestantes contra sua equipe e reforça que o episódio não fará o veículo esmorecer em sua luta pelo livre direito de informar ou influenciar sua cobertura jornalística, pautada pela "pluralidade, independência e apartidarismo". "O UOL repudia qualquer ato de violência, e acredita que ter uma imprensa livre é condição necessária para a consolidação da democracia, neste ou em qualquer outro país. Qualquer violência contra jornalistas é uma agressão contra a Constituição e contra a liberdade de expressão", escreveu.
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