Repórter da Globo News é agredida por taxistas em manifestação contra Uber no RJ

A jornalista Cecilia Flesch, repórter da Globo News, foi agredida por taxistas na tarde desta sexta-feira (24/7) enquanto cobria as manifestações contra o aplicativo Uber, no Rio de Janeiro.

Atualizado em 24/07/2015 às 18:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Globo News, foi agredida por taxistas na tarde desta sexta-feira (24/7) enquanto cobria as manifestações contra o aplicativo Uber, no Rio de Janeiro. A profissional foi empurrada, chutada e seu braço ficou um pouco arranhado.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista foi agredida por taxistas enquanto cobria manifestações contra o aplicativo Uber À IMPRENSA, a emissora confirmou à agressão a jornalista, que cobria a passeata. Segundo a emissora, ela e a equipe de produção, rodeada por manifestantes "mais exaltados".

Através do Facebook, colegas de profissão enviaram mensagens de solidariedade a jornalista. "Meu total apoio e solidariedade a amiga Cecilia Flesch, uma profissional de ponta, que na sua carreira enfrentou mais um desafio hoje em uma 'manifestação"', dizia o post de Tiago Ramos.

'Como já disse: quando um apanha, todos apanham. É muito difícil tentar trabalhar e fazer uma boa cobertura com pessoas te agredindo. Foi uma minoria, mas é uma minoria do mal que impede a gente de trabalhar", respondeu a jornalista.


Em comunicado, a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, Paula Máiran, repudiou a ação dos taxistas e cobrou reação da categoria.


"Fica aqui o meu repúdio à barbárie promovida pelos taxistas que atacaram nesta manhã, durante ato da categoria, com empurrões, socos e chutes, a jornalista Cecilia Flesch, sob a palavra de ordem 'Fora Globo'. À colega, repórter da Globonews, manifesto minha solidariedade e apoio, assim como recomendo que registre a queixa em delegacia. Jornalista é trabalhador e merece respeito. Nós trabalhadores não podemos ser confundidos com nossos patrões. É uma contradição absurda o emprego da violência em um ato de reivindicação de direitos. Cabe à categoria dos taxistas se manifestar, inclusive, contra esse ato de barbárie que fere a imagem coletiva desses trabalhadores".