Repórter da Globo fala sobre cobertura da Copa no Congresso Nacional dos Jornalistas
Oficina ministraada pelo jornalista Francisco José, da Rede Globo, brindou com bom humor os participantes do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas.
Atualizado em 05/04/2014 às 15:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
José, da Rede Globo, brindou com bom humor os participantes do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas. Denominada ‘A logística de um repórter na Copa do Mundo’, a aula abordou as experiências experiências do profissional na cobertura de seis Mundiais, apontando, sobretudo, as dificuldades enfrentadas por ele em épocas em que a tecnologia ainda engatinhava e a ditadura era o regime instalado em vários países que sediaram alguns desses eventos.
Crédito:Yvette Moura Jornalista falou sobre logística para cobertura da Copa
Leitão contou aos presentes como foi cobrir a Copa de 1970, no México. “Eu era o único repórter do Nordeste e cheguei lá sem credencial para poder entrar em campo. Não deixei nenhuma dificuldade abalar o meu trabalho, busquei na criatividade, arrumar soluções para os problemas que apareciam e acabei conseguindo uma credencial para a partida final da Copa do Mundo”, disse
Outra passagem narrada por ele foi sobre o Mundial de 1978, na Argentina, onde conseguiu um dos maiores furos de reportagem daquela competição. tudo porque a seleção da Polônia era uma das mais fortes daquele ano e iria fazer o jogo inaugural contra a então campeã, a seleção da Alemanha. O exército fazia a proteção das equipes e era muito difícil ter acesso aos treinos, tanto que ninguém tinha imagens da Polônia, até um dia antes da estreia.
“Eu descobri onde era o campo que eles treinavam, subornei o vigia para conseguir uma escada e me colocar em ponto estratégico do vista do estádio, montei uma cabine improvisada, onde eu e o repórter cinematográfico ficamos escondidos. Conseguimos imagens exclusivas do treino polonês, que foram veiculadas no "Jornal Nacional" daquele mesmo dia”, conta.
Francisco José deu um conselho para os futuros jornalistas que pensam apenas em pegar as grandes matérias. “Nunca subestimem uma pauta. Em 1982, fui escalado para cobrir a seleção do Kuwait e ela não era, nem de longe, uma das favoritas ao Mundial daquele ano. Apesar disso, eles tinham o Parreira como treinador e isso me abriu portas para conseguir matérias belíssimas e de histórias que vão além de uma competição esportiva”, ensinou
Com uma carreira riquíssima e com passagens em várias editorias, Francisco José também contou como produziu reportagens que marcaram a história do jornalismo brasileiro. “Mergulhei com tubarões, escalei montanhas e passei 32 dias em uma aldeia indígena. Foram reportagens que me muito me orgulham, mas eu sempre penso que a grande reportagem da minha vida é a próxima que irei fazer”, concluiu.
Crédito:Yvette Moura Jornalista falou sobre logística para cobertura da Copa
Leitão contou aos presentes como foi cobrir a Copa de 1970, no México. “Eu era o único repórter do Nordeste e cheguei lá sem credencial para poder entrar em campo. Não deixei nenhuma dificuldade abalar o meu trabalho, busquei na criatividade, arrumar soluções para os problemas que apareciam e acabei conseguindo uma credencial para a partida final da Copa do Mundo”, disse
Outra passagem narrada por ele foi sobre o Mundial de 1978, na Argentina, onde conseguiu um dos maiores furos de reportagem daquela competição. tudo porque a seleção da Polônia era uma das mais fortes daquele ano e iria fazer o jogo inaugural contra a então campeã, a seleção da Alemanha. O exército fazia a proteção das equipes e era muito difícil ter acesso aos treinos, tanto que ninguém tinha imagens da Polônia, até um dia antes da estreia.
“Eu descobri onde era o campo que eles treinavam, subornei o vigia para conseguir uma escada e me colocar em ponto estratégico do vista do estádio, montei uma cabine improvisada, onde eu e o repórter cinematográfico ficamos escondidos. Conseguimos imagens exclusivas do treino polonês, que foram veiculadas no "Jornal Nacional" daquele mesmo dia”, conta.
Francisco José deu um conselho para os futuros jornalistas que pensam apenas em pegar as grandes matérias. “Nunca subestimem uma pauta. Em 1982, fui escalado para cobrir a seleção do Kuwait e ela não era, nem de longe, uma das favoritas ao Mundial daquele ano. Apesar disso, eles tinham o Parreira como treinador e isso me abriu portas para conseguir matérias belíssimas e de histórias que vão além de uma competição esportiva”, ensinou
Com uma carreira riquíssima e com passagens em várias editorias, Francisco José também contou como produziu reportagens que marcaram a história do jornalismo brasileiro. “Mergulhei com tubarões, escalei montanhas e passei 32 dias em uma aldeia indígena. Foram reportagens que me muito me orgulham, mas eu sempre penso que a grande reportagem da minha vida é a próxima que irei fazer”, concluiu.





