Repórter da Globo comenta experiência em busca de avião desaparecido em mata

Fabiano Villela passou três dias na floresta amazõnica acompanhando equipes de resgate que procuram o bimotor desaparecido desde março.

Atualizado em 16/04/2014 às 19:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Fabiano Villela passou três dias na floresta amazônica ao lado das equipes de resgate que procuram o avião bimotor desaparecido desde 18 de março. Em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, na manhã desta quarta-feira (16/4), o repórter comentou os desafios da reportagem.
"Eu faria tudo de novo. Foi um trabalho muito difícil, mas estou aqui para cumprir o meu dever de jornalista", afirmou Villela, que trabalha na Amazônia há quatro anos. "Já sobrevoei muito, mas essa região tem suas peculiaridades: mata fechada, nativa, só existem florestas e reservas. Não existe uma área de pouso com segurança, então ficamos um pouco tensos e preocupados. Fora que é um período muito chuvoso", explicou.
Além das complicações de logística, Villela ressaltou o problema da grande quantidade de insetos na mata fechada, animais selvagens e o risco de contrair doenças. Conversando com familiares dos tripulantes e com moradores da região, o jornalista diz ter fé em boas notícias. "Eles ainda têm esperança, pois existem relatos de pessoas que ficaram por mais de 40 dias desaparecidos e foram encontrados com vida. Tenho esperança de que o avião será encontrado", finalizou.