Repórter da "Folha" é ameaçado por seguranças da CPTM
O repórter Leandro Machado, da Folha de S.Paulo, foi ameaçado por policiais ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na noite da última quarta-feira (3/2), após assistir a detenção de um ambulante.
Atualizado em 05/02/2016 às 14:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
de S.Paulo , foi ameaçado por policiais ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na noite da última quarta-feira (3/2), após assistir a detenção de um ambulante.
Crédito:Wikimedia commons Repórter foi ameaçado ao tentar apurar agressão de ambulante
Na estação Itaquera, zona leste de SP, na linha 11-coral, o jornalista viu dois policiais arrastando à força um homem para uma sala. Eles alegaram que o jovem havia roubado um passageiro, mas depois voltaram atrás e disseram que o rapaz era um ambulante.
Os passageiros gritaram que o homem não havia feito nada. Machado se identificou como repórter da Folha , com o crachá de imprensa, e questionou os seguranças sobre o motivo da detenção e por que o jovem estava gritando.
Em seguida, um deles entrou na sala e o rapaz parou de gritar. Os dois policiais, que estavam sem identificação, obrigaram o repórter a entrar em outra sala da estação. Afirmaram que se fossem fotografados iriam processá-lo e levá-lo para a delegacia.
"Eles me encostaram em um canto. Um deles tentou pegar meu crachá e meu celular. Ameaçou me agredir, mas o outro impediu", contou Machado. Cerca de 15 minutos depois, ele e o ambulante foram liberados. Os policiais, porém, impediram que ambos se aproximassem. "O ambulante ainda gritou: 'Alemão [repórter], eles [policiais] disseram que se você não for embora, vão me levar para a delegacia."
A CPTM alegou que os policiais relataram que o ambulante havia se negado a sair do trem e que teria sido "hostil". Disse também que orientou os profissionais sobre o uso de identificação. A Companhia abriu uma investigação interna para saber se houve excesso dos policiais contra o repórter.
Crédito:Wikimedia commons Repórter foi ameaçado ao tentar apurar agressão de ambulante
Na estação Itaquera, zona leste de SP, na linha 11-coral, o jornalista viu dois policiais arrastando à força um homem para uma sala. Eles alegaram que o jovem havia roubado um passageiro, mas depois voltaram atrás e disseram que o rapaz era um ambulante.
Os passageiros gritaram que o homem não havia feito nada. Machado se identificou como repórter da Folha , com o crachá de imprensa, e questionou os seguranças sobre o motivo da detenção e por que o jovem estava gritando.
Em seguida, um deles entrou na sala e o rapaz parou de gritar. Os dois policiais, que estavam sem identificação, obrigaram o repórter a entrar em outra sala da estação. Afirmaram que se fossem fotografados iriam processá-lo e levá-lo para a delegacia.
"Eles me encostaram em um canto. Um deles tentou pegar meu crachá e meu celular. Ameaçou me agredir, mas o outro impediu", contou Machado. Cerca de 15 minutos depois, ele e o ambulante foram liberados. Os policiais, porém, impediram que ambos se aproximassem. "O ambulante ainda gritou: 'Alemão [repórter], eles [policiais] disseram que se você não for embora, vão me levar para a delegacia."
A CPTM alegou que os policiais relataram que o ambulante havia se negado a sair do trem e que teria sido "hostil". Disse também que orientou os profissionais sobre o uso de identificação. A Companhia abriu uma investigação interna para saber se houve excesso dos policiais contra o repórter.





