Repórter cita propina da Odebrecht no Panamá em depoimento à justiça italiana
Ele detalhou a entrevista com o italiano Valter Lavitola, principal alvo das investigações
Atualizado em 17/03/2015 às 13:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
O repórter italiano Joan Solés detalhou a entrevista com o italiano Valter Lavitola, principal alvo das investigações sobre suposto pagamento de propina da Odebrecht no Panamá. Ele revelou o envolvimento da empresa brasileira e a declaração se transformou em um dos elementos do processo.
Crédito:Reprodução Joan Solés confirmou depoimento de jornalista italiano sobre as propinas
De acordo com o Estadão Conteúdo, a entrevista feita em 19 de junho de 2013 e publicada dias depois no Panamá, levou a Justiça italiana a convocar o jornalista para depor. As afirmações de Lavitola viraram evidências contra ele próprio no processo e reforçaram a suspeita de participação da Odebrecht no esquema. A revelação integra os autos do julgamento que corre na Itália e foi aceito pelo Tribunal de Nápoles.
"Ele [Lavitola] fez referência à parte mais importante daquela renda, que vinha de uma propina do contrato da Metropolitana do Panamá [o metrô] a uma empresa do Brasil", disse o jornalista diante da Justiça. Questionado pelo Ministério Público sobre o envolvimento da Odebrecht, o italiano concordou.
Sóles também informou aos juízes que Lavitola teria dito que US$ 300 milhões correspondiam à propina do metrô. Ele teria revelado também que organizava pagamento das propinas e direcionava os valores a paraísos fiscais. Vinte por cento do dinheiro ficava com ele pelos serviços. A declaração foi aceita pelo tribunal que, em fevereiro, condenou o italiano.
A Odebrecht afirmou, em nota, que "desconhece qualquer investigação relacionada à obra do metrô do Panamá". Também ressaltou que "nega veementemente que tenha feito o pagamento de suposta propina para Valter Lavitola".
Crédito:Reprodução Joan Solés confirmou depoimento de jornalista italiano sobre as propinas
De acordo com o Estadão Conteúdo, a entrevista feita em 19 de junho de 2013 e publicada dias depois no Panamá, levou a Justiça italiana a convocar o jornalista para depor. As afirmações de Lavitola viraram evidências contra ele próprio no processo e reforçaram a suspeita de participação da Odebrecht no esquema. A revelação integra os autos do julgamento que corre na Itália e foi aceito pelo Tribunal de Nápoles.
"Ele [Lavitola] fez referência à parte mais importante daquela renda, que vinha de uma propina do contrato da Metropolitana do Panamá [o metrô] a uma empresa do Brasil", disse o jornalista diante da Justiça. Questionado pelo Ministério Público sobre o envolvimento da Odebrecht, o italiano concordou.
Sóles também informou aos juízes que Lavitola teria dito que US$ 300 milhões correspondiam à propina do metrô. Ele teria revelado também que organizava pagamento das propinas e direcionava os valores a paraísos fiscais. Vinte por cento do dinheiro ficava com ele pelos serviços. A declaração foi aceita pelo tribunal que, em fevereiro, condenou o italiano.
A Odebrecht afirmou, em nota, que "desconhece qualquer investigação relacionada à obra do metrô do Panamá". Também ressaltou que "nega veementemente que tenha feito o pagamento de suposta propina para Valter Lavitola".





