Repórter cinematográfico registra queixa contra manifestante por tentativa de roubo
Ativistas criticaram a atuação da imprensa
Atualizado em 29/07/2014 às 10:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O cinegrafista freelancer Tiago Ramos, que presta serviços para o SBT, registrou queixa na 5ª Delegacia de Polícia da Lapa por tentativa de roubo durante a confusão ocorrida na última quinta-feira (24/7) entre jornalistas e manifestantes que esperavam a saída de ativistas detidos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ).
Crédito:Agência Brasil Manifestantes agrediram a imprensa na frente do complexo peninteciário
De acordo com a Agência Brasil, o repórter cinematográfico alegou que um manifestante tentou roubar sua câmera. Ele relatou que torceu o tornozelo ao tentar se defender e proteger o equipamento. A ação ocorreu quando os ativistas tentavam impedir que Ramos fizesse imagens da saída de Elisa Quadros, conhecida como Sininho. "Colocaram o mão e tentaram agredir quem estava com as câmeras", contou.
"Houve uma tentativa de defesa [dos jornalistas] para que conseguíssemos fazer o nosso trabalho. Um rapaz tentou roubar minha câmera. Quando ele deu o primeiro soco na câmera, a lente saiu e eu a segurei em uma mão e a câmera na outra. Foi quando ele puxou a câmera e eu fui arrastado por eles, sendo salvo por colegas de profissão", acrescentou.
Outro momento de tumulto foi na saída da ativista Camila Jourdan, quando alguns manifestantes discutiram com jornalistas. Entre chutes, socos e empurrões, outros repórteres foram atingidos, entre eles André Mello, fotógrafo do jornal O Dia .
Ativistas criticam atuação da imprensa
Em encontro com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, os pais de alguns ativistas detidos sob suspeita de participação em atos violentos, criticaram os veículos de comunicação e o posicionamento do Estado.
O advogado Marino D'Icarahy, que cuida da defesa de três ativistas e pai do estudante Igor Pereira D'Icarahy, solto na última quinta-feira (24/7), disse que "a imprensa é a própria execução sumária". "Nossos filhos não são algozes de nada, são vítimas de vocês", afirmou aos jornalistas.
A mãe de Sininho, Rose Quadros, acusou a imprensa de "demonizar" a filha. “Ela [Sininho] e os demais ativistas estão tomando esse lugar que deveria ser de todos. A atuação dela sempre foi de estar alerta, organizando movimentos sociais. As acusações contra ela são ridículas, mas têm um propósito, que é criminalizar os movimentos sociais", ponderou.
A presidente do Sindicato, Paula Máiran, disse que um jornalista ficou ferido na boca, no braço e no tornozelo durante a confusão. Segundo Paula, desde maio mais de 90 profissionais foram agredidos no exercício da profissão. Para ela, a categoria deve dialogar e reivindicar dentro dos padrões éticos das relações humanas.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também manifestou repúdio à agressão sofrida pelo repórter cinematográfico e solicitou que as autoridades apurem o que ocorreu. Além da entidade, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também criticou as ações.
Crédito:Agência Brasil Manifestantes agrediram a imprensa na frente do complexo peninteciário
De acordo com a Agência Brasil, o repórter cinematográfico alegou que um manifestante tentou roubar sua câmera. Ele relatou que torceu o tornozelo ao tentar se defender e proteger o equipamento. A ação ocorreu quando os ativistas tentavam impedir que Ramos fizesse imagens da saída de Elisa Quadros, conhecida como Sininho. "Colocaram o mão e tentaram agredir quem estava com as câmeras", contou.
"Houve uma tentativa de defesa [dos jornalistas] para que conseguíssemos fazer o nosso trabalho. Um rapaz tentou roubar minha câmera. Quando ele deu o primeiro soco na câmera, a lente saiu e eu a segurei em uma mão e a câmera na outra. Foi quando ele puxou a câmera e eu fui arrastado por eles, sendo salvo por colegas de profissão", acrescentou.
Outro momento de tumulto foi na saída da ativista Camila Jourdan, quando alguns manifestantes discutiram com jornalistas. Entre chutes, socos e empurrões, outros repórteres foram atingidos, entre eles André Mello, fotógrafo do jornal O Dia .
Ativistas criticam atuação da imprensa
Em encontro com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, os pais de alguns ativistas detidos sob suspeita de participação em atos violentos, criticaram os veículos de comunicação e o posicionamento do Estado.
O advogado Marino D'Icarahy, que cuida da defesa de três ativistas e pai do estudante Igor Pereira D'Icarahy, solto na última quinta-feira (24/7), disse que "a imprensa é a própria execução sumária". "Nossos filhos não são algozes de nada, são vítimas de vocês", afirmou aos jornalistas.
A mãe de Sininho, Rose Quadros, acusou a imprensa de "demonizar" a filha. “Ela [Sininho] e os demais ativistas estão tomando esse lugar que deveria ser de todos. A atuação dela sempre foi de estar alerta, organizando movimentos sociais. As acusações contra ela são ridículas, mas têm um propósito, que é criminalizar os movimentos sociais", ponderou.
A presidente do Sindicato, Paula Máiran, disse que um jornalista ficou ferido na boca, no braço e no tornozelo durante a confusão. Segundo Paula, desde maio mais de 90 profissionais foram agredidos no exercício da profissão. Para ela, a categoria deve dialogar e reivindicar dentro dos padrões éticos das relações humanas.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também manifestou repúdio à agressão sofrida pelo repórter cinematográfico e solicitou que as autoridades apurem o que ocorreu. Além da entidade, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também criticou as ações.





