Reportagens sobre covid e conflitos raciais nos EUA dominam cerimônia do Pulitzer

Reportagens especiais sobre a pandemia  e as desigualdades raciais no policiamento norte-americano dominaram a cerimônia de entrega do Prêmio Pulitzer, que foi realizada na última sexta (11 de junho).

Atualizado em 14/06/2021 às 18:06, por Redação Portal IMPRENSA.

e as desigualdades raciais no policiamento norte-americano dominaram a cerimônia de entrega do Prêmio Pulitzer, que foi realizada na última sexta (11 de junho).
Entre os veículos que venceram com essa temática estão Reuters, New York Times, Atlantic e o Minneapolis Star Tribune.
O Star Tribune levou na categoria “furo de reportagem” por sua cobertura do assassinato de George Floyd pela polícia norte-americana em maio do ano passado. Reuters e Atlantic dividiram o prêmio na categoria “reportagem explanatória”. Crédito:Minneapolis Police Department via AP Darnella Frazier (terceira a partir da direita) foi reconhecida pelo Pulitzer por gravar o assassinato de George Floyd
No caso da Reuters, Andrew Chung, Lawrence Hurley, Andrea Januta, Jaimi Dowdell e Jackie Botts foram premiados por uma série de reportagem que indicou a existência de uma doutrina legal chamada de “imunidade qualificada”, que a rigor protege os policiais americanos que usam força excessiva contra negros.
A editora-chefe da Reuters, Alessandra Galloni, disse em um comunicado que a série moldou o debate sobre como reformar o policiamento norte-americano.
Os jornalistas da Reuters dividiram o prêmio de “reportagem explanatória” com Ed Yong do The Atlantic, que foi elogiado pelo conselho por “uma série de artigos lúcidos e definitivos sobre a pandemia de Covid-19”.
Mindy Marques, co-presidente do Conselho do Pulitzer, lembrou em sua fala na abertura da cerimônia que em 2020 os veículos de notícias do país enfrentaram a "complexidade de cobrir sequencialmente uma pandemia, um acerto de contas racial e uma eleição presidencial duramente contestada”.
Outro prêmio no âmbito das manifestações contra a morte de Floyd foi conquistado pela Associated Press. A agência venceu a categoria fotografia de notícia por suas imagens dos protestos, enquanto Robert Greene, do Los Angeles Times, venceu por seu trabalho sobre a reforma do sistema de fiança e prisões nos EUA.
O prêmio também concedeu uma “menção honrosa” a Darnella Frazier, a adolescente que gravou o vídeo do assassinato de Floyd em seu celular, que destacou “o papel crucial dos cidadãos na busca dos jornalistas pela verdade e justiça”.
Outros temas O Boston Globe venceu na categoria reportagem investigativa por descobrir uma falha dos governos estaduais norte-americanos que impediu punições a caminhoneiros que descumprem as leis de trânsito dos EUA.
Na categoria ficção o Pulitzer premiou Louise Erdrich por seu romance “The Night Watchman”, que é sobre o esforço para deslocar tribos indígenas norte-americanas na década de 1950.
Premiação de maior prestígio do jornalismo mundial, o Pulitzer acontece desde 1917, quando o publisher Joseph Pulitzer deixou à Universidade de Colúmbia, em Nova York, um legado em seu testamento.