Reportagens baseadas em documentos do Pinpoint ganham espaço no jornalismo brasileiro

Reportagens publicadas em parceria com o Google e produzidas com base em documentos públicos disponibilizados na ferramenta Pinpoint, que pertence à gigante digital e permite explorar e analisar grandes volumes de informação, começam a ganhar espaço no jornalismo brasileiro.

Atualizado em 31/01/2023 às 16:01, por Redação Portal IMPRENSA.


Acredita-se que a primeira a usar o recurso por aqui foi a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Depois foi a vez da revista Piauí. Mais recentemente, a agência de dados Fiquem Sabendo também lançou mão da tecnologia para disponibilizar as notas fiscais de gastos do cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Crédito: Reprodução
No último domingo (29 jan/23), a Folha de S. Paulo ingressou no time de veículos de comunicação adeptos de apurações baseadas no Pinpoint ao publicar a reportagem "Famílias pobres são enganadas e pagam para receber cisternas sob Bolsonaro". A matéria é sobre dois convênios firmados entre o Ministério da Cidadania na gestão Bolsonaro e entidades sem fins lucrativos e consórcios de municípios.
Além de permitir que os jornalistas analisem documentos disponíveis online, o Pinpoint permite que os veículos publiquem em seus perfis na plataforma coleções de documentos ligadas a determinada apuração. No caso da matéria da Folha sobre cisternas, a primeira coleção, com 161 documentos, já está disponível para consulta na ferramenta. As outras três coleções deverão ser disponibilizadas nos próximos meses, perfazendo um total de mais de 1.200 documentos.
Para agilizar a análise dos documentos, o Pinpoint conta com filtros que organizam em listas todos os nomes de pessoas, organizações e locais encontrados nos PDFs. O sistema também permite converter arquivos de áudio em texto. As transcrições podem ser editadas e incluem marcações de tempo.