Reportagem é usada em investigação do Conar sobre ‘storytelling’ de Diletto e Do Bem
A matéria mostrava que algumas histórias divulgadas por empresas são mentira. Após reclamação de consumidores, o Conar deve abrir inquérito.
Atualizado em 25/11/2014 às 16:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Uma reportagem da revista Exame está sendo usada para investigar as ações de "storytelling" de duas empresas. Assinada pela jornalista Ana Luiza Leal, a matéria falava sobre duas companhias que teriam se aproveitado da ferramenta de propaganda para se promoverem, produzindo histórias falsas para fazer sucesso. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária apura o caso.
Crédito:Reprodução Campanha inventa personagem da família Diletto
O inquérito foi aberto após inúmeros consumidores reclamarem de que há informações nas embalagens e em peças publicitárias que não são verdadeiras da Dilleto e Do Bem. A primeira, respectivamente, relata que os seus picolés nasceram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca, que teria fabricado sorvetes na Itália e fugido ao Brasil devido a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, Ana Luiza mostra que o Sr. Vittorio nunca existiu. “Reconheço que posso ter ido longe demais na história", disse Leandro Scabin, fundador da empresa. Conhecido como ‘storytelling’, essa técnica visa criar ou divulgar histórias envolvendo uma empresa ou uma marca. Por meio dela, se criam narrativas com tons humanizados para comover consumidores e promover seus valores.
Crédito:Reprodução
Suco do Bem dá a entender que apóia agricultura familiar
O objetivo, portanto, é se destacar no mercado e se sobressair diante da concorrência. Por sua vez, a Do Bem afirma que as laranjas usadas em seus sucos são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda de um senhor chamado Francesco, no interior de São Paulo. A matéria da jornalista, porém, revela que as frutas são originadas por grandes empresas, como a Brasil Citrus.
Após a história do Suco Do Bem ser desvendada, alguns consumidores reclamam que a propaganda é enganosa, uma vez que se vende a ideia de que a empresa estaria colaborando com o desenvolvido da agricultura familiar, empregando pequenos agricultores, que fornecem frutas naturais.
As duas companhias serão notificadas e terão dez dias para encaminhar suas defesas sobre o episódio ao Conar. O órgão autorregulador marcou uma reunião para ouvir as partes envolvidas no dia 11 de dezembro. Se as empresas forem condenadas, serão notificadas com recomendações” para se adequarem, tendo que modificar, por exemplo, suas embalagens ou ações de marketing. Elas, no entanto, não são obrigadas a adotar as medidas, pois o Conar não tem poder judicial.
Em , a Diletto afirma que divulga uma história "lúdica" para transmitir os valores da empresa. Já a Do Bem afirma que os agricultores fazem parte da Suco do Bem e são reais.
Crédito:Reprodução Campanha inventa personagem da família Diletto
O inquérito foi aberto após inúmeros consumidores reclamarem de que há informações nas embalagens e em peças publicitárias que não são verdadeiras da Dilleto e Do Bem. A primeira, respectivamente, relata que os seus picolés nasceram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca, que teria fabricado sorvetes na Itália e fugido ao Brasil devido a Segunda Guerra Mundial.
No entanto, Ana Luiza mostra que o Sr. Vittorio nunca existiu. “Reconheço que posso ter ido longe demais na história", disse Leandro Scabin, fundador da empresa. Conhecido como ‘storytelling’, essa técnica visa criar ou divulgar histórias envolvendo uma empresa ou uma marca. Por meio dela, se criam narrativas com tons humanizados para comover consumidores e promover seus valores.
Crédito:Reprodução
Suco do Bem dá a entender que apóia agricultura familiar O objetivo, portanto, é se destacar no mercado e se sobressair diante da concorrência. Por sua vez, a Do Bem afirma que as laranjas usadas em seus sucos são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda de um senhor chamado Francesco, no interior de São Paulo. A matéria da jornalista, porém, revela que as frutas são originadas por grandes empresas, como a Brasil Citrus.
Após a história do Suco Do Bem ser desvendada, alguns consumidores reclamam que a propaganda é enganosa, uma vez que se vende a ideia de que a empresa estaria colaborando com o desenvolvido da agricultura familiar, empregando pequenos agricultores, que fornecem frutas naturais.
As duas companhias serão notificadas e terão dez dias para encaminhar suas defesas sobre o episódio ao Conar. O órgão autorregulador marcou uma reunião para ouvir as partes envolvidas no dia 11 de dezembro. Se as empresas forem condenadas, serão notificadas com recomendações” para se adequarem, tendo que modificar, por exemplo, suas embalagens ou ações de marketing. Elas, no entanto, não são obrigadas a adotar as medidas, pois o Conar não tem poder judicial.
Em , a Diletto afirma que divulga uma história "lúdica" para transmitir os valores da empresa. Já a Do Bem afirma que os agricultores fazem parte da Suco do Bem e são reais.





