Reportagem do Intercept reacende polêmica sobre liberdade de imprensa e interesse público
Material assinado pelos jornalistas Glenn Greenwald, Betsy Reed e Leandro Demori traz conversas entre o então juiz Federal Sérgio Moro e os
Atualizado em 10/06/2019 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Brasil foi dormir na noite de domingo envolto em mais uma discussão sobre vazamentos de informações e conversas telefônicas. A publicação das reportagens pelo site The Intercept Brasil sobre conversas do ex-juiz Federal Sérgio Moro e os procuradores envolvidos na Força Tarefa da operação Lava Jato provocou reações que vão dos questionamentos jurídicos ao debate sobre o que seria o interesse público na publicação de vazamentos de conversas.
Crédito:Reprodução / Intercept
Além de trazer conversas que mostram a relação do juiz Moro com os procuradores da Lava Jato, a reportagem também traz o que, na visão do Intercept, seria a preocupação destes interlocutores com os possíveis resultados da entrevista do ex-presidente Lula à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A entrevista havia sido autorizada pelo STF, mas proibida por liminar do ministro Fux. Em sua conta no Twitter, a jornalista afirma que a reportagem do Intercept “confirma o pouco apreço que parte do país tem pela plena liberdade de imprensa”. Os vazamentos de diálogos foram frequentes durante o período mais intenso da Lava Jato. Um desses vazamentos, entre a então presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula, conseguiu frear a nomeação dele para o cargo de Ministro da Casa Civil. À época, a publicação dos diálogos foi defendida sob o argumento que a nomeação era uma tentativa de evitar a prisão do ex-presidente. Com o sinal invertido, a publicação dos vazamentos das conversas feitas no aplicativo Telegram são defendidos pelo site The Intercept em . “A importância dessas revelações se explica pelas consequências incomparáveis das ações da Lava Jato em todos esses anos de investigação. Esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.”
Crédito:Reprodução / Intercept
Além de trazer conversas que mostram a relação do juiz Moro com os procuradores da Lava Jato, a reportagem também traz o que, na visão do Intercept, seria a preocupação destes interlocutores com os possíveis resultados da entrevista do ex-presidente Lula à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A entrevista havia sido autorizada pelo STF, mas proibida por liminar do ministro Fux. Em sua conta no Twitter, a jornalista afirma que a reportagem do Intercept “confirma o pouco apreço que parte do país tem pela plena liberdade de imprensa”. Os vazamentos de diálogos foram frequentes durante o período mais intenso da Lava Jato. Um desses vazamentos, entre a então presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula, conseguiu frear a nomeação dele para o cargo de Ministro da Casa Civil. À época, a publicação dos diálogos foi defendida sob o argumento que a nomeação era uma tentativa de evitar a prisão do ex-presidente. Com o sinal invertido, a publicação dos vazamentos das conversas feitas no aplicativo Telegram são defendidos pelo site The Intercept em . “A importância dessas revelações se explica pelas consequências incomparáveis das ações da Lava Jato em todos esses anos de investigação. Esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.”





