Reportagem da agência Pública retrata o "mercado" de emissoras de TV na Amazônia
A Agência Pública de Jornalismo Investigativo lançou na última segunda-feira (1/2) a reportagem especial "TVs Amazônia – Uma Reali
Atualizado em 02/02/2016 às 13:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Agência Pública de Jornalismo Investigativo lançou na última segunda-feira (1/2) a reportagem especial , produzida pela repórter Elvira Lobato.
Crédito:Reprodução Reportagem mostra expansão de TVs piratas na Amazônia
Para fazer a matéria, Elvira percorreu, entre novembro de 2014 e outubro de 2015, os nove estados da Amazônia Legal e investigou mais de 1700 canais de retransmissão de TV, número que representa 56% do território nacional.
A reportagem mostra que as comunicações na Amazônia são precárias. As TVs na região possuem uma legislação especial, o que gerou a proliferação de miniemissoras de TV aberta. Nas demais localidades do país, as retransmissoras só captam a programação das geradores e a retransmitem.
“O que motivou esta aventura foi a certeza de que existe ali uma realidade desconhecida tanto pelos acadêmicos que estudam a mídia quanto pelos jornalistas que atuam nos grandes veículos de imprensa, dentro e fora daquela região. Desconhecida até pelo governo”, diz a jornalista.
Na Amazônia, as emissoras semipiratas, que operam sem a licença definitiva da Anatel, não podem ser fechadas. Em uma medida de 2012, o governo aumentou o prazo para as retransmissoras se legalizarem nas cidades que possuem menos de três canais de TV locais licenciados.
“A regra vale para todo o país, mas encontrou terreno fértil na Amazônia Legal justamente porque lá as retransmissoras podem gerar conteúdo, o que inspira a cobiça de políticos e empresários locais”, esclarece a repórter.
As descobertas de Elvira estão reunidas em reportagem especial no . A série dispõe também de recursos multimídia, como mapas vídeos, animações e uma entrevista com a repórter, vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo em 2008.
Crédito:Reprodução Reportagem mostra expansão de TVs piratas na Amazônia
Para fazer a matéria, Elvira percorreu, entre novembro de 2014 e outubro de 2015, os nove estados da Amazônia Legal e investigou mais de 1700 canais de retransmissão de TV, número que representa 56% do território nacional.
A reportagem mostra que as comunicações na Amazônia são precárias. As TVs na região possuem uma legislação especial, o que gerou a proliferação de miniemissoras de TV aberta. Nas demais localidades do país, as retransmissoras só captam a programação das geradores e a retransmitem.
“O que motivou esta aventura foi a certeza de que existe ali uma realidade desconhecida tanto pelos acadêmicos que estudam a mídia quanto pelos jornalistas que atuam nos grandes veículos de imprensa, dentro e fora daquela região. Desconhecida até pelo governo”, diz a jornalista.
Na Amazônia, as emissoras semipiratas, que operam sem a licença definitiva da Anatel, não podem ser fechadas. Em uma medida de 2012, o governo aumentou o prazo para as retransmissoras se legalizarem nas cidades que possuem menos de três canais de TV locais licenciados.
“A regra vale para todo o país, mas encontrou terreno fértil na Amazônia Legal justamente porque lá as retransmissoras podem gerar conteúdo, o que inspira a cobiça de políticos e empresários locais”, esclarece a repórter.
As descobertas de Elvira estão reunidas em reportagem especial no . A série dispõe também de recursos multimídia, como mapas vídeos, animações e uma entrevista com a repórter, vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo em 2008.





