Repercussão negativa "precipitou" dispensa de Maria Rita Kehl, diz Ricardo Gandour
Repercussão negativa "precipitou" dispensa de Maria Rita Kehl, diz Ricardo Gandour
Atualizado em 15/10/2010 às 18:10, por
Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA e Pamela Forti/Redação Revista IMPRENSA.
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A psicanalista Maria Rita Kehl não foi demitida do jornal O Estado de S.Paulo ; sua colaboração como colunista foi encerrada, segundo Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do jornal.
Em entrevista à IMPRENSA, Gandour sublinhou que Maria Rita não fazia parte do quadro de funcionários do jornal. Logo, não poderia ser demitida. "Não existe demissão de colunista. Os colunistas são colaboradores".
"O motivo da suspensão era o foco do caderno aos sábados, que queria uma coisa mais psicanalítica; mais comportamento; de relações familiares; humanas; e ela vinha fazendo uma coisa mais política", explicou o diretor.
Gandour admitiu que a inesperada repercussão do boato sobre uma suposta demissão contribuiu para que o desligamento da colunista fosse antecipado, mas sua saída já era planejada. "Houve um vazamento na Internet, uma reação muito forte, que precipitou nossa decisão".
"Tinha uma discussão rolando em torno daquela coluna de que talvez ela não passasse do fim do ano, não estava atendendo o que o espaço queria. Então tinha uma decisão tomada de que ela não ia passar de novembro, dezembro", contou. "A publicação da coluna não teve nada a ver", acrescentou.
Em outro momento, segundo o diretor, a saída de Maria Rita jamais teria sido amplificada. Na esteira do período eleitoral, o caso ganhou rótulo político e, para Gandour, foi erroneamente classificado como ato censório, como uma "incoerência do Estadão ".
Outro equívoco da militância anti- Estadão seria comparar a censura imposta ao jornal pelo judiciário - a pedido de Fernando Sarney - à dispensa da Maria Rita. Para Gandour, a censura ao diário afeta toda a imprensa. "O jornal foi proibido de apurar, de fazer reportagem sobre o assunto".
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| Reprodução |
| Ricardo Gandour |
Em entrevista à IMPRENSA, Gandour sublinhou que Maria Rita não fazia parte do quadro de funcionários do jornal. Logo, não poderia ser demitida. "Não existe demissão de colunista. Os colunistas são colaboradores".
"O motivo da suspensão era o foco do caderno aos sábados, que queria uma coisa mais psicanalítica; mais comportamento; de relações familiares; humanas; e ela vinha fazendo uma coisa mais política", explicou o diretor.
Gandour admitiu que a inesperada repercussão do boato sobre uma suposta demissão contribuiu para que o desligamento da colunista fosse antecipado, mas sua saída já era planejada. "Houve um vazamento na Internet, uma reação muito forte, que precipitou nossa decisão".
"Tinha uma discussão rolando em torno daquela coluna de que talvez ela não passasse do fim do ano, não estava atendendo o que o espaço queria. Então tinha uma decisão tomada de que ela não ia passar de novembro, dezembro", contou. "A publicação da coluna não teve nada a ver", acrescentou.
Em outro momento, segundo o diretor, a saída de Maria Rita jamais teria sido amplificada. Na esteira do período eleitoral, o caso ganhou rótulo político e, para Gandour, foi erroneamente classificado como ato censório, como uma "incoerência do Estadão ".
Outro equívoco da militância anti- Estadão seria comparar a censura imposta ao jornal pelo judiciário - a pedido de Fernando Sarney - à dispensa da Maria Rita. Para Gandour, a censura ao diário afeta toda a imprensa. "O jornal foi proibido de apurar, de fazer reportagem sobre o assunto".
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