Relatório do CPJ aponta que ataque à imprensa é reflexo do fracasso do governo

O relatório do Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), organização com sede em Nova York, aponta que o número de mortes entre os jornalistasnos últimos anos no Brasil é reflexo do fracasso da administração do governo Dilma Rousseff.

Atualizado em 14/02/2014 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

a Jornalistas (CPJ), organização com sede em Nova York, aponta que o número de mortes entre os jornalistas nos últimos anos no Brasil é reflexo do fracasso da administração do governo Dilma Rousseff.

Crédito:Agência Brasil Para entidade, fracasso da administração de Dilma gerou tantas mortes de jornalistas no Brasil
Segundo o relatório, o país enfrenta um aumento acentuado no número de jornalistas mortos, sem que os autores dos crimes sejam punidos, tornando-se um dos locais mais perigosos do mundo para os profissionais. Pelo menos quatro jornalistas foram mortos em 2013, três deles em represália por seu trabalho.

O texto, assinado por Carlos Lauría, coordenador Sênior do Programa das Américas do CPJ, aponta a crescente censura judicial que cerceia a liberdade de expressão no país. "Jornalistas e defensores da liberdade de imprensa identificaram a censura judicial como o segundo problema mais importante a afetar os jornalistas brasileiros e os meios de comunicação em geral."

O CPJ informa que centenas de ações judiciais foram movidas por políticos, funcionários públicos e empresários, alegando que os profissionais têm prejudicado a sua reputação ou invadido sua privacidade. De acordo com o relatório, a prática se tornou tão comum que é conhecida como a "indústria da indenização".

Além disso, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil apareceu no “Índice de Impunidade” do Comitê, que chama atenção para os países onde os jornalistas são frequentemente assassinados e os criminosos não são julgados.

A ONG retrata a hostilidade nas manifestações e pontua a aproximação da Copa do Mundo e das eleições, grandes eventos que podem também comprometer a atuação da mídia. "A violência letal contra a imprensa, a impunidade e a censura, põem em dúvida o verdadeiro compromisso do Brasil com os valores democráticos e com os direitos humanos", acrescenta.