Relatório do CPJ alerta sobre riscos à liberdade de imprensa no Egito

Um relatório do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, alertou que a liberdade de imprensa corre grandes riscos no

Atualizado em 07/02/2014 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Egito, após se deteriorar de modo alarmante ao longo de 2013.

'Em nenhuma outra parte a liberdade de imprensa se deteriorou tanto como no Egito em 2013', diz o estudo, indicando que no país as perseguições contra jornalistas críticos à presidência de Mohammed Mursi foram substituídas pela repressão militar contra a imprensa pró-Mursi.

De acordo com a AFP, pelo menos seis jornalistas foram mortos no ano passado no Egito, que, tornou-se o terceiro país mais perigoso para os jornalistas, atrás apenas da Síria e Iraque. A Rússia também corre risco após aprovar uma nova lei que reprime a liberdade de expressão. O país e Equador impuseram normas excessivas que concedem ao governo maiores poderes para reprimir a imprensa.

CPJ denunciou ainda a vigilância realizada pela Agência de Segurança Nacional (NSA), revelada por Edward Snowden, que “potencialmente pode paralisar a coleta de informação porque todo mundo tem medo de ser uma fonte da mídia”, acrescentou um repórter de San Francisco, Thomas Peele.