Relatório da época da ditadura revela sequestro de jornalista brasileiro na Argentina
Um relatório da embaixada brasileira no Uruguai, do ano de 1971, recém-divulgado pelo jornal argentino Página/12, revela o sequestro do
Atualizado em 21/11/2011 às 09:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um relatório da embaixada brasileira no Uruguai, do ano de 1971, recém-divulgado pelo jornal argentino Página/12 , revela o sequestro do jornalista brasileiro Edmur Péricles Camargo, informa a nesta segunda-feira (21).
À época, Camargo era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da organização M3G (Marx, Mao, Marighella e Guevara). Ele atuava na luta armada contra a ditadura e havia sido banido, em 1970, junto com outros 69 militantes do País.
O relatório descreve detalhes da captura de Camargo, que foi preso por autoridades, em um aeroporto na Argentina, e transportado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
O jornalista estava exilado no Chile e, em 1971, seguia para o Uruguai, para um possível tratamento de visão, quando foi interceptado pela polícia argentina. Segundo o periódico, um diplomata uruguaio na Argentina teria sido o responsável por informar o paradeiro de Camargo, acusado, pelos militares, de matar o fazendeiro José Gonçalves Conceição, em 1967.
Segundo Jair Krischke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, o documento é um registro raro de operações clandestinas da ditadura brasileira no exterior. As informações obtidas no relatório podem ser utilizadas pela Comissão Nacional da Verdade, recém-sancionada pela presidente Dilma Rousseff, para investigar os responsáveis pelo sequestro.
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À época, Camargo era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e da organização M3G (Marx, Mao, Marighella e Guevara). Ele atuava na luta armada contra a ditadura e havia sido banido, em 1970, junto com outros 69 militantes do País.
O relatório descreve detalhes da captura de Camargo, que foi preso por autoridades, em um aeroporto na Argentina, e transportado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
O jornalista estava exilado no Chile e, em 1971, seguia para o Uruguai, para um possível tratamento de visão, quando foi interceptado pela polícia argentina. Segundo o periódico, um diplomata uruguaio na Argentina teria sido o responsável por informar o paradeiro de Camargo, acusado, pelos militares, de matar o fazendeiro José Gonçalves Conceição, em 1967.
Segundo Jair Krischke, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, o documento é um registro raro de operações clandestinas da ditadura brasileira no exterior. As informações obtidas no relatório podem ser utilizadas pela Comissão Nacional da Verdade, recém-sancionada pela presidente Dilma Rousseff, para investigar os responsáveis pelo sequestro.
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