Relatório da Anistia Internacional defende liberdade de expressão em protestos
No documento divulgado nesta quinta-feira (5/6), a entidade chamou atenção para os abusos da polícia em manifestações no Brasil.
Atualizado em 05/06/2014 às 16:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta quinta-feira (5/6), a Anistia Internacional entregou ao governo brasileiro um relatório intitulado "'Eles usam uma estratégia de medo': Proteção do direito ao protesto no Brasil". No documento, a entidade chama a atenção para a violência com que as autoridades têm lidado com manifestantes e jornalistas em protestos ao redor do país, com destaque para os eventos de junho de 2013.
O traz falas do fotojornalista Sérgio Andrade, que perdeu um olho após ser atingido por uma bala de borracha enquanto cobria uma manifestação em São Paulo (SP). "As autoridades falam sobre as investigações do que eles chamam de ‘excessos da polícia’ durante os protestos, mas não tornaram públicos os resultados dessas investigações. O silêncio do Estado em resposta ao que aconteceu é uma segunda forma de violência", afirmou o fotógrafo à Anistia Internacional.
Crédito:Marcelo Camargo/ AgBr Entidade defendeu liberdade de expressão e segurança durante protestos Giuliana Vallone, repórter da Folha de S. Paulo que também foi atingida no olho por um projétil de borracha enquanto cobria um protesto, prestou sua declaração à entidade. "Eu não estava protestando. Não tinha manifestante confrontando a polícia na rua. Ele simplesmente apontou a arma para mim e disparou. Você não imagina que um cara fardado, com uma arma, vai atirar na sua cara", disse a jornalista.
O relatório conta com os relatos de estudantes e outros manifestantes presos ou agredidos durante manifestações de rua no Brasil, ilustrados com fotos da truculência da Polícia Militar nessas ações. Entre outras recomendações, o texto pede que as autoridades permitam que "jornalistas, inclusive indivíduos que fotografam e gravam em vídeo, trabalhem livremente e sem interferências".
O traz falas do fotojornalista Sérgio Andrade, que perdeu um olho após ser atingido por uma bala de borracha enquanto cobria uma manifestação em São Paulo (SP). "As autoridades falam sobre as investigações do que eles chamam de ‘excessos da polícia’ durante os protestos, mas não tornaram públicos os resultados dessas investigações. O silêncio do Estado em resposta ao que aconteceu é uma segunda forma de violência", afirmou o fotógrafo à Anistia Internacional.
Crédito:Marcelo Camargo/ AgBr Entidade defendeu liberdade de expressão e segurança durante protestos Giuliana Vallone, repórter da Folha de S. Paulo que também foi atingida no olho por um projétil de borracha enquanto cobria um protesto, prestou sua declaração à entidade. "Eu não estava protestando. Não tinha manifestante confrontando a polícia na rua. Ele simplesmente apontou a arma para mim e disparou. Você não imagina que um cara fardado, com uma arma, vai atirar na sua cara", disse a jornalista.
O relatório conta com os relatos de estudantes e outros manifestantes presos ou agredidos durante manifestações de rua no Brasil, ilustrados com fotos da truculência da Polícia Militar nessas ações. Entre outras recomendações, o texto pede que as autoridades permitam que "jornalistas, inclusive indivíduos que fotografam e gravam em vídeo, trabalhem livremente e sem interferências".





