Relatório aponta que Secom anunciou em sites com conteúdo "inadequado" em campanha pela reforma da previdência
Segundo relatório produzido a pedido da CPMI das Fake News e divulgado nesta quarta (3) pelo jornal O Globo, mais de dois milhões de anúncios foram gastos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em sites, aplicativos de celular e canais de YouTube que veiculam conteúdo considerado inadequado.
Atualizado em 03/06/2020 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Entre os sites que teriam recebido anúncios pagos pela Secom estão páginas com notícias consideradas falsas, com conteúdo pornográfico e que oferecem investimentos ilegais.
Referentes ao período de 6 de junho a 13 de julho do ano passado, quando foi possível identificar 2.065.479 anúncios em 843 canais considerados inadequados, os dados foram obtidos a partir da Lei de Acesso a Informação (LAI).
Crédito:Ueslei Marcelino/Reuters Fabio Wajngarten e Jair Bolsonaro
A campanha identificada pelo relatório foi feita em prol da Reforma da Previdência e direcionada de forma automática aos sites pelas plataformas Adwords e Adsense do Google.
Entre os sites considerados veiculadores de notícias falsas estão “Jornal da Cidade Online", “Terça Live", “Folha do Brasil” e “Diário do Centro do Mundo". A classificação foi feita pelos integrantes da CPMI das Fake News.
O blogueiro Allan dos Santos, do site “Terça Livre", afirmou à CPMI que não recebia dinheiro público. Mas os dados da Secom mostram que seu canal no Youtube recebeu 1.447 anúncios da Secom.





