Relator da ONU diz que governo tem obrigação de proteger Greenwald

Em carta enviada ao Itamaraty, o relator da ONU para a proteção do direito à liberdade de opinião, David Kaye, demontra preocupação para o assédio sofrido pelos jornalistas do The Intecept Brasil Gleen Grenwald e Leandro Demori, além do deputado David Miranda, parceiro de Gleen.

Atualizado em 05/09/2019 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.


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Desde junho, o The Intercept Brasil tem publicado uma série de reportagens com vazamento de mensagens do Telegram entre os membros da Lava Jato e o ministro da Justiçam, Sergio Moro, então juiz. Desde então, eles têm sido alvo de assédio e perseguição nas redes sociais e até por membros do governo.

Na carta, datada em 3 de julho, Kaye alerta que “é obrigação dos Estados instituir medidas eficazes de proteção contra ataques destinados a silenciar aqueles que exercem o seu direito à liberdade de expressão”.

Segundo o documento, assim que as notícias foram publicadas, “o Sr. Greenwald e o site de notícias foram objeto de uma enorme campanha de assédio online”.

“As autoridades brasileiras não condenaram as ameaças violentas e, em algumas situações, replicaram uma campanha de desinformação lançada online, sugerindo que o Sr. Greenwald e o site de notícias conspiraram com agentes estrangeiros em um esforço de hacking para preparar esses relatórios com a intenção de ganho político pessoal”, denunciou.

A carta também pede que se informe quais medidas estão sendo tomadas para investigar as ameaças recebidas pelos jornalistas e “para processar e punir os responsáveis”.