Relações Públicas do Uber é agredido no Senado Federal

Fabio Sabba, relações públicas da plataforma Uber foi agredido dentro do Senado Federal enquanto concedia uma entrevista na tarde desta terça-feira (31).

Atualizado em 01/11/2017 às 09:11, por Redação Portal IMPRENSA.

“Isso é porque o Uber está destruindo a vida dos taxistas”, gritou o agressor. Ele passa bem. Crédito:Reprodução Bem Paraná O responsável pela agressão seria o representante de um grupo de taxistas. Sabba registrou um Boletim de Ocorrência na própria delegacia do Senado e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. A Polícia do Senado informou que ainda não identificou o agressor. Ele teria fugido após o ataque.
O clima no Senado estava tenso desde o início da manhã, quando motoristas de aplicativos e taxistas chegaram para acompanharem a votação do PLC 28/2017, que regula a atividade de transporte particular por aplicativo. O texto é visto como proibicionista pelos aplicativos, como Uber e Cabify, enquanto que taxistas defendem a proposta como forma de igualar as condições de mercado.
Em conversas reservadas, governistas admitem que o presidente Michel Temer não quer entrar em conflito com nenhum dos lados. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), no entanto, acelerou a tramitação da proposta e evitou que ela tivesse que passar por outras cinco comissões, como estava previsto. Para isso, Oliveira colocou em votação um requerimento de urgência do projeto para que ganhasse prioridade na pauta de votações do plenário.
Por 46 votos a 10, os senadores alteraram três pontos do texto que chegou da Câmara dos Deputados e tinham sido elaboradas a pedido de sindicatos e cooperativas de táxis.
Carros usados por motoristas de aplicativos não precisarão usar uma placa vermelha. O condutor do veículo não precisará ser o dono do automóvel. Ou seja, o motorista pode dirigir veículos alugados ou de outras pessoas. Às prefeituras só caberá a fiscalização dos motoristas, não a autorização para que ele trabalhe na cidade. Portanto, cada aplicativo terá de informar ao Executivo Municipal quem são os motoristas cadastrados e eles estarão sujeitos a essa fiscalização. Por conta das mudanças, a Câmara precisa votar novamente o projeto, antes de ele seguir para a sanção presidencial.
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