Refugiado agredido por cinegrafista faz apelo para reencontrar a família

O refugiado sírio Osama Abdul Mohsen, que em setembro deste ano foi agredido pela cinegrafista húngara Petra Laslo, pediu ao primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que traga sua esposa e dois filhos – que ainda não conseguiram deixar a Turquia – como "presente de natal".

Atualizado em 18/12/2015 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

que em setembro deste ano foi agredido pela cinegrafista húngara Petra Laslo, pediu ao primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que traga sua esposa e dois filhos – que ainda não conseguiram deixar a Turquia – como "presente de natal". Atualmente, ele vive com dois filhos no país europeu.

Crédito:Reprodução Refugiado sírio agredido pela cinegrafista quer reencontrar a família
Segundo o TVI24, o apelo foi feito diretamente ao primeiro-ministro, um dos principais responsáveis pelos assuntos diplomáticos do país. Em seu pedido, Mohsen criticou supostos empecilhos por parte dos governos espanhol e sírio na chegada de sua esposa e dois filhos a Espanha.

"O governo exige alguns documentos que sabe serem impossíveis de conseguir. São impossíveis porque é preciso solicitá-los a partir da embaixada da Síria. Eu e minha família somos perseguidos políticos, o governo sírio não disponibilizará estes documentos", disse.

Em outubro, logo após o refugiado ser agredido pela cinegrafista, o ministro do Interior da Espanha, Fernandez Diaz, afirmou que o governo não iria colocar obstáculos no reagrupamento da família. "Como ministro do Interior, não vou colocar qualquer objeção ou obstáculo para ele, a quem conhecemos sua história. Ele pode se acomodar em Getafe, reconstruir sua vida e ser feliz com sua família, que é o que todos nós queremos".