Referência em TV pública e educativa, Jorge da Cunha Lima morre aos 90 anos em SP
Um dos grandes nomes da televisão e da cultura brasileiras, o jornalista e advogado Jorge da Cunha Lima morreu aos 90 anos nesta quarta-feira (17 de agosto).
Atualizado em 17/08/2022 às 18:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
À frente da Fundação Padre Anchieta e da TV Cultura entre 1995 e 2004, Cunha Lima ajudou a consolidar a ideia de TV pública no país e a pensar novos modelos de financiamento para esse tipo de meio de comunicação.
Crédito:Jair Magri/reprodução Cultura
Defensor das TVs educativas e filantrópicas, com recursos para produções jornalísticas, documentários e programação infantil de qualidade, também foi presidente da Fundação Cásper Líbero.
Por sua contribuição mundial na comunicação jornalística de televisão, Cunha Lima recebeu da UNESCO o Prix Camera. No Brasil, recebeu em 1996 a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
Também advogado e escritor, ele defendia a democracia e participou em agosto de 1977 do ato no Largo São Francisco de leitura da Carta aos Brasileiros, rememorado agora em 2022 no ato de leitura da carta pela democracia.
Na década de 1980 foi coordenador em São Paulo da campanha das Diretas Já, pela volta do voto direto para a Presidência da República, e secretário estadual de Comunicações e de Cultura na gestão do governador Franco Montoro.
Cunha Lima dirigiu a TV Gazeta numa época considerada áurea da emissora, quando nomes como Astrid Fontenelle, Serginho Groismann, Tadeu Jungle e Marcelo Tas integravam seu time de apresentadores e repórteres.
Antes de iniciar carreira na televisão, Cunha Lima dirigiu o jornal Última Hora, de Samuel Wainer, onde também assinava a coluna Pauliceia Desvairada.





