Reeleito, presidente da ANJ destaca “processo de transformação” dos jornais brasileiros

Evento apresenta ações e iniciativas preparadas pela Associação Nacional de Jornais

Atualizado em 19/08/2014 às 11:08, por Rodrigo Álvares.

Nesta segunda (18/08), teve início o 10º Congresso Brasileiro de Jornais em São Paulo, no WTC Events Center, zona sul da capital. Sob o tema “Ruptura, inovação e avanço”, o evento apresentará ações e iniciativas preparadas pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) para fortalecer os jornais diante do mercado. Estima-se a presença de mais de 600 representantes de jornais brasileiros.
Crédito: Congresso homenageou Ruy Mesquita e Roberto Civita
O segundo e último dia do congresso teve início nesta terça, em São Paulo, no WTC Events Center, zona sul da capital. O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Carlos Fernando Lindenberg Neto, foi reempossado para o mandato durante o biênio 2014/2016.
Durante o discurso, o diretor geral da Rede Gazeta avaliou o momento pelo qual o jornalismo brasileiro atravessa. “O rigor da indústria jornalística é vital não só para nós, mas para toda a sociedade brasileira. Os jornais brasileiros têm passado, nos últimos anos, por um processo de transformação”.
Lindenberg também destacou a importância das agências de publicidade. “Receita publicitária é essencial para continuarmos fazendo jornalismo de qualidade. É preciso avançar, da mesma forma, com o mercado anunciante”.
Ele finalizou afirmando que o jornalismo de qualidade é um objetivo permanente da ANJ, assim como a liberdade de expressão. Homenagem a Ruy Mesquita e Roberto Civita
Em seguida, foram homenageados os jornalistas Ruy Mesquita – ex-presidente do Grupo Estado – e Roberto Civita – ex-presidente do Grupo Abril, mortos em 2013. O presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, disse que os dois foram grandes defensores da liberdade de imprensa, além de demonstrarem “grande talento ao fundar Jornal da Tarde e Veja ”.
Fernão Lara Mesquita, um dos filhos de Ruy, subiu ao palco, agradeceu a homenagem e propôs uma reflexão: “Democracia, jornalismo e liberdade de imprensa são coisas que nascem e morrem juntas. O jornalismo não pode ser caixa de repercussão do governo. O jornalismo é o que empurra a História”, afirmou.
Em seguida, Roberta Civita, filha de Roberto, recebeu a homenagem e relembrou alguns valores do jornalista. “O principal compromisso do jornalismo é com o leitor. A imprensa contribui para a construção de uma sociedade melhor”, disse. Ao final, definiu o pai como um ferrenho defensor da liberdade de expressão. Prêmio ANJ
O Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa desta edição foi dado a Catalina Botero Marino, relatora especial de liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos). A relatora, que deixa o mandato no começo de outubro, agradeceu e disse que a relatoria se justifica porque defende a imprensa aberta e livre.
“Não posso acreditar que a imprensa será substituída por mensagens de 140 caracteres. Essas novas maneiras de exercer a profissão precisam do trabalho lento e rigoroso do jornalismo”, avaliou. Ao final, bastante emocionada, afirmou: “Dediquei cada dia desses seis anos de minha vida à defesa do jornalismo livre”.
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