Redes sociais online para bebês vira mania entre pais

Redes sociais online para bebês vira mania entre pais

Atualizado em 17/09/2008 às 15:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Pais encarnam a identidade de seus bebês em redes sociais específica para o público pequenino. Essa foi a constatação do jornal New York Times , que tomou como base os sites , , e , para mostrar a nova mania na Internet. Os quatro são comunidades virtuais para recém-nascidos, nos moldes do e .

Atualizar dados do perfil, publicar novas fotos e até deixar recados para amigos fazem parte das ações realizadas pelos pais quando usam a "persona" de seus filhos. Para alguns, o que começou como uma brincadeira, já se tornou hábito. Kristin Chase, 29, mãe de Cameron Chase de um mês, disse ao jornal que "até que é engraçado personalizar o site com a voz dele e estar conectado a outros bebês como ele". Ela chega a atualizar o perfil de Cameron ao menos uma vez por dia.

Esse novo modelo de redes sociais confirma a aprovação do público com números que chegam a 15 mil usuários, até a metade de setembro, apenas no site Totspot. O Kidmondo e o Lil'Grams, ativos desde o ano passado, já concentram outros milhares de internautas cadastrados pelo mundo inteiro. "Estamos notando o aumento do interesse dos pais pelas redes sociais na internet. Recentemente, notei que muitos usuários do Facebook adicionaram seus filhos em seus perfis", afirmou Adam Ostrow, editor do blog de notícias Mashable.

Alguns pais acreditam que, fazendo isso, os ajudará a lembrarem-se de tudo, detalhadamente, que o filho fez. Daniel Hallac e sua esposa Carole, co-funcadores do Kidmondo, acreditam que um dia crianças entrarão por conta própria no site. "Nós temos um perfil no site de nosso filho Davide, de seis anos. Um dia, ele dirá algo como 'como vocês não escreveram sobre meu jogo de basebol de ontem?'", explica o pai.

No caso da segurança online, os sites permitem que os donos dos perfis selecionem quem eles querem que veja o conteúdo da página de seus bebês. Julie Ward, 38, mãe de Dixon, optou por restringir o acesso ao perfil do filho apenas a quem ela conhece pessoalmente. O professor de Direito de Harvard, John Palfrey, alerta que é preciso pensar não somente em quem acessa o conteúdo pessoal, mas também quem o domina. "Os pais estão contribuindo para o dossiê digital de seus filhos. E quem ver esse dossiê futuramente é que deve preocupar", conclui.

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