Rede Record terá que ceder direito de resposta a religiões afro-brasileiras

A 25ª Vara Federal Cível em São Paulo determinou que a Record e a Rede Mulher produzam quatro programas que contenham o direito deresposta de religiões de origem africana.

Atualizado em 15/05/2015 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

em São Paulo determinou que a e a Rede Mulher produzam quatro programas que contenham o direito de resposta de religiões de origem africana. O juiz Djalma Moreira Gomes concluiu que as emissoras veicularam ofensas contra as crenças afro-brasileiras. Ainda cabe recurso.
Crédito:Agência Brasil Emissoras terão de produzir quatro programas de direito de resposta às religiões afro-brasileiras
De acordo com a Folha de S.Paulo , a ação civil pública contra os canais foi ajuizada pelo Ministério Público Federal, o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade. Os órgãos alegam que religiões como o Candomblé e a Umbanda sofreram "constantes agressões" em programas das emissoras.
O documento menciona exemplos de trechos de atrações nas quais ex-adeptas da fé afro-brasileira, convertidas à Igreja Universal, são chamadas de "ex-bruxa", "ex-mãe de encosto" e acusadas de servir aos "espíritos do mal".
Os canais terão de transmitir programas com duração mínima de uma hora, produzidos com seus próprios espaços físicos, equipamentos e pessoal, em horários correspondentes aos das atrações em que foram veiculadas as ofensas. Também deverão ser exibidas duas vezes dentro da grade e ter, pelo menos, três chamadas na véspera ou no dia da exibição. A Rede Record, que controlava também a Rede Mulher, extinta em 2007, não comentou a decisão.
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