Rede Globo defende minissérie de acusações de racismo, mesmo sem ser notificada pelo MP

"As manifestações populares são livres, e a Globo respeita a diversidade", diz o canal

Atualizado em 12/09/2014 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quinta-feira (11/9), a Secretaria Nacional da Igualdade Racial (Seppir) disse que autuou a Rede Globo após receber 11 denúncias por conteúdos considerados racistas e discriminatórios na série "Sexo e as Negas", de Miguel Falabella. A emissora, no entanto, informou que ainda não havia sido notificada.
Crédito:Divulgação Emissora diz que manifestações populares sobre a série são livres
O órgão disse também que encaminhou as acusações ao Ministério Público do Rio de Janeiro (RJ), para que tome procedimentos cabíveis, caso verifique a ocorrência de irregularidade ou crime no conteúdo do programa.
De acordo com a coluna de Cristina Padiglione, no Estadão , a Central de Comunicação do canal reforçou que a minissérie traz uma imagem positiva e que "as manifestações populares são livres, e a Globo respeita a diversidade".
Em sua página no , Falabella respondeu às críticas sobre racismo e se disse indignado. "Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram? 'Sexo e as Negas' não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal", esclareceu.
As queixas contra a produção mobilizam diversas organizações do movimento negro e de mulheres, que iniciaram pela internet uma campanha de boicote ao programa, adaptação do seriado americano “Sex and the city”. O site Blogueiras Negras, por exemplo, publicou na última quarta-feira (10/9) uma ao autor para condenar suas declarações no Facebook.