Rede britânica BBC anuncia corte de 500 profissionais de seu departamento de notícias
Cerca de 500 funcionários devem ser dispensados para manter a economia anual da TV em 800 milhões de libras.
Atualizado em 05/06/2014 às 15:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os funcionários do canal de TV britânico BBC receberam nesta quinta-feira (5/6) um comunicado oficial alertando para a iminência de uma onda de demissões, especialmente no departamento de notícias. Segundo o Sindicato Nacional de Jornalistas, o número de dispensas pode chegar a 500.
"Sinto dizer que não há escapatória para o fato de que provavelmente haverá um número significativo de demissões; a maior parte de nossos custos está associada aos funcionários, por isso há pouca margem para fazer grandes economias em outras áreas", afirmou James Harding, diretor da central de notícias e atualidades da BBC, informou a agência EFE.
Crédito: Rede britânica estuda fazer até 500 cortes em seu departamento de notícias O comunicado informa ainda que mais detalhes serão divulgados aos funcionários em julho. Um porta-voz da emissora explicou que as demissões são necessárias para conseguir "uma economia anual de 800 milhões de libras para 2016 e 2017".
O Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla em inglês), criticou a decisão. "Cortar 500 empregos em áreas onde os funcionários sofrem níveis inaceitáveis de estresse e de pressão e onde há um ambiente profissional de assédio crescente é totalmente inaceitável e prejudicará inevitavelmente a qualidade do jornalismo e da programação", afirmou a entidade em nota oficial.
Michelle Stanistreet, secretária-geral do NUJ, disse ainda que esses cortes deveriam ser feitos em outras áreas: especialmente no salários dos executivos. "Se para os salários altos fosse estabelecido um teto de 150 mil libras, que já é enorme para o padrão de qualquer um e mais que suficiente para o primeiro-ministro (que recebe menos), seria feita uma economia anual imediata de 20 milhões de libras, dinheiro que poderia ser destinado à qualidade da programação, que é o que realmente preocupa."
"Sinto dizer que não há escapatória para o fato de que provavelmente haverá um número significativo de demissões; a maior parte de nossos custos está associada aos funcionários, por isso há pouca margem para fazer grandes economias em outras áreas", afirmou James Harding, diretor da central de notícias e atualidades da BBC, informou a agência EFE.
Crédito: Rede britânica estuda fazer até 500 cortes em seu departamento de notícias O comunicado informa ainda que mais detalhes serão divulgados aos funcionários em julho. Um porta-voz da emissora explicou que as demissões são necessárias para conseguir "uma economia anual de 800 milhões de libras para 2016 e 2017".
O Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla em inglês), criticou a decisão. "Cortar 500 empregos em áreas onde os funcionários sofrem níveis inaceitáveis de estresse e de pressão e onde há um ambiente profissional de assédio crescente é totalmente inaceitável e prejudicará inevitavelmente a qualidade do jornalismo e da programação", afirmou a entidade em nota oficial.
Michelle Stanistreet, secretária-geral do NUJ, disse ainda que esses cortes deveriam ser feitos em outras áreas: especialmente no salários dos executivos. "Se para os salários altos fosse estabelecido um teto de 150 mil libras, que já é enorme para o padrão de qualquer um e mais que suficiente para o primeiro-ministro (que recebe menos), seria feita uma economia anual imediata de 20 milhões de libras, dinheiro que poderia ser destinado à qualidade da programação, que é o que realmente preocupa."





