Redatora-chefe da BBC é alvo de ameaças; emissora contratou guarda-costas
A rede de notícias inglesa BBC contratou um segurança para sua redatora-chefe de política, Laura Kuenssberg. A jornalista é a primeira mulher a ocupar esse cargo na emissora pública e vem sendo alvo de abusos nas redes sociais e em sites ligados ao líder trabalhista Jeremy Corbyn.
Atualizado em 27/09/2017 às 08:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Laura também sofreu assédio por parte de seguidores de outros partidos, como o populista e antieuropeu UKIP. Crédito:El País/ AP Segundo o El País, o presidente da BBC, David Clementi, solicitou aos políticos e às empresas de redes sociais medidas contra o crescente abuso “explícito e agressivo” sofrido pelos repórteres do canal. Clementi atentou para as vaias em entrevistas coletivas e as ameaças nas redes, dizendo que são as jornalistas mulheres as que mais sofrem abusos “diariamente”.
Nos últimos dias, Laura recebeu o apoio de mulheres do Partido Trabalhista. Entre elas, Diane Abbott, porta-voz do Ministério do Interior. Ela também sofreu ataques sexistas durante a última campanha eleitoral e pediu aos simpatizantes trabalhistas que não permitissem essas práticas. “Não façam isso, simplesmente não façam”, disse. “É preciso fazer uma defesa positiva de Corbyn online, vamos fazê-la. Não devemos atacar as outras pessoas. Laura está fazendo seu trabalho. Pode ser que eu nem sempre goste de como faz seu trabalho, mas é seu trabalho. Por que deve sofrer esse nível de abuso simplesmente por ser uma mulher jornalista?”
Outros nomes do cenário político como, Yvette Cooper, ex-ministra do governo de Gordon Brown disse estar com “nojo das fortes críticas lançadas de todos os lados contra Laura Kuenssberg”. “Fazer perguntas difíceis é seu trabalho. Seu trabalho é ser cética sobre tudo o que dizemos. Nada justifica esses ataques pessoais nem a misoginia”, afirmou.
Em maio de 2016, um pedido online feito à BBC para que demitisse Laura, a acusação era de que a jornalista apresentava viés antitrabalhista. O documento obteve 35.000 assinaturas. A petição foi logo eliminada quando os promotores notaram que havia se transformado num veículo para o “abuso sexista”. A jornalista já havia sido vaiada por seguidores de Corbyn em alguns eventos da campanha das eleições de junho passado.
Mesmo sem a BBC comentar oficialmente o caso, a jornalista foi vista nos últimos dias em Brighton acompanhada por um homem identificado pelo “The Times” como um especialista em segurança de jornalistas. A decisão da BBC em contratar um segurança, acabou gerando ainda mais comentários nas redes sociais e, parte da imprensa foi acusada de dar ênfase ao fato e não por atacar os autores dos assédios.
Laura não é a primeira mulher que recorre à segurança pessoal devido aos ataques sofridos na internet. Gina Miller, ativista que levou o governo de Theresa May à Justiça por sua intenção de não submeter a ativação do Brexit ao Parlamento – e ganhou – também precisou contratar guarda-costas depois dos virulentos ataques pessoais que recebia.
O fenômeno da intimidação de jornalistas também tem sido frequente nos atos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na Espanha, durante o processo independentista da Catalunha, jornalistas como Jordi Évole vem sofrendo violentos ataques nas redes sociais..
Saiba mais:

Nos últimos dias, Laura recebeu o apoio de mulheres do Partido Trabalhista. Entre elas, Diane Abbott, porta-voz do Ministério do Interior. Ela também sofreu ataques sexistas durante a última campanha eleitoral e pediu aos simpatizantes trabalhistas que não permitissem essas práticas. “Não façam isso, simplesmente não façam”, disse. “É preciso fazer uma defesa positiva de Corbyn online, vamos fazê-la. Não devemos atacar as outras pessoas. Laura está fazendo seu trabalho. Pode ser que eu nem sempre goste de como faz seu trabalho, mas é seu trabalho. Por que deve sofrer esse nível de abuso simplesmente por ser uma mulher jornalista?”
Outros nomes do cenário político como, Yvette Cooper, ex-ministra do governo de Gordon Brown disse estar com “nojo das fortes críticas lançadas de todos os lados contra Laura Kuenssberg”. “Fazer perguntas difíceis é seu trabalho. Seu trabalho é ser cética sobre tudo o que dizemos. Nada justifica esses ataques pessoais nem a misoginia”, afirmou.
Em maio de 2016, um pedido online feito à BBC para que demitisse Laura, a acusação era de que a jornalista apresentava viés antitrabalhista. O documento obteve 35.000 assinaturas. A petição foi logo eliminada quando os promotores notaram que havia se transformado num veículo para o “abuso sexista”. A jornalista já havia sido vaiada por seguidores de Corbyn em alguns eventos da campanha das eleições de junho passado.
Mesmo sem a BBC comentar oficialmente o caso, a jornalista foi vista nos últimos dias em Brighton acompanhada por um homem identificado pelo “The Times” como um especialista em segurança de jornalistas. A decisão da BBC em contratar um segurança, acabou gerando ainda mais comentários nas redes sociais e, parte da imprensa foi acusada de dar ênfase ao fato e não por atacar os autores dos assédios.
Laura não é a primeira mulher que recorre à segurança pessoal devido aos ataques sofridos na internet. Gina Miller, ativista que levou o governo de Theresa May à Justiça por sua intenção de não submeter a ativação do Brexit ao Parlamento – e ganhou – também precisou contratar guarda-costas depois dos virulentos ataques pessoais que recebia.
O fenômeno da intimidação de jornalistas também tem sido frequente nos atos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na Espanha, durante o processo independentista da Catalunha, jornalistas como Jordi Évole vem sofrendo violentos ataques nas redes sociais..
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