Redator-chefe de "CartaCapital" problematizará jornalismo investigativo no mídia.JOR

Sérgio Lírio, redator-chefe da revista CartaCapital, diz que o termo “jornalismo investigativo” soa muito pomposo no Brasil, mas haveria muitos problemas em como ele tem se desenvolvido.

Atualizado em 18/09/2013 às 13:09, por Maurício Kanno.

CartaCapital , diz que o termo “jornalismo investigativo” soa muito pomposo no Brasil, mas haveria muitos problemas em como ele tem se desenvolvido. O jornalista é um dos que estarão presentes na 2ª edição do seminário mídia.JOR, organizado por IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Jornalista falará sobre o jornalismo investigativo no Brasil
O objetivo do seminário é reunir profissionais que são referências nacionais e internacionais em um intercâmbio de pensamentos, práticas e tendências sobre o futuro do jornalismo e da comunicação. Um total de 30 nomes de destaque já foram confirmados para falar no evento.

“O que existe mesmo é jornalismo honesto, parâmetros e cânones de reportagem a serem seguidos, checagem e segurança”, diz Lírio. “Para completar, muito do que foi chamado dos anos 90 para cá de ‘jornalismo investigativo’ não deveria ser chamado nem de jornalismo, nem de investigativo. Foi reprodução nos jornais do que se recebe pronto, como fitas.”
Para o jornalista, em muitos casos faltou checagem e analisar se transcrições narrativas faziam sentido. Muitos materiais deveriam servir para princípio de apuração, não para ser publicados. O objetivo do jornalista então será discutir pontos como esse, além da intenção e procedimentos. “Faltam, às vezes, até critérios sobre o que tem mais importância”, opina.
O período de maior força em que o termo “jornalismo investigativo” passaria a aparecer seria mesmo nos anos 90, principalmente a partir do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, porque antes não havia liberdade suficiente por causa da ditadura.
Quanto às reportagens da CartaCapital – às quais ele prefere não usar o nome “investigativas” -, Lírio diz que “muita coisa foi ignorada [pelo público e mídia em geral] e depois renasce”, por ser uma “publicação modesta”. Como o escândalo do metrô de São Paulo em 2009; ou ainda a influência dos Estados Unidos, agora voltando a aparecer com as denúncias de espionagem.
“O que buscamos é ter um esforço de apuração, conectar os fatos e ser muito cuidadosos, sem partir de ideia pré-concebidas. Tanto que a quantidade de vezes em que perdemos um processo foi ínfima”, completa.
Inscrições As inscrições para o evento estão abertas e as vagas são limitadas. Acesse o site e inscreva-se!

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