Record erra no ataque ao IBOPE
Record erra no ataque ao IBOPE
No último domingo (29/11), a Rede Record partiu, mais uma vez, para o ataque. A emissora do Bispo agora atacou o IBOPE, instituto responsável pela medição da audiência na TV brasileira. A longa reportagem que explorou, entre outros assuntos, o "apagão" do Instituto no domingo retrasado e a credibilidade dos índices, foi ao ar no "Domingo Espetacular".
A assessoria de imprensa da Record, que sempre divulgou os índices para a imprensa e telespectadores, tomou uma nova atitude nos últimos dias. O canal parou de divulgar informações relativas ao bom desempenho de determinados programas no IBOPE.
A Record, que sempre gabou pela conquista do 2º lugar isolado e várias horas na programação na liderança, entrou em uma situação contraditória. A emissora, que sempre utilizou e abusou dos números, agora se revolta em um momento de queda nos índices? E acusa somente agora a credibilidade? Algo está fora do lugar...
O IBOPE não é a verdade absoluta da TV brasileira, mas a Record sempre apareceu como o canal que abusava dos famosos índices para demonstrar seu crescimento entre os telespectadores. Até mesmo, um assessor da emissora do canal promoveu recentemente um curso pago para estudantes de Comunicação que ensinava como divulgar tais índices. A reação intempestiva da reportagem passa para o público uma imagem de "desespero", já que os próprios telespectadores percebem a queda da qualidade da programação.
O "Hoje em Dia", programa símbolo da Record pós-2004, entrou em uma queda livre com a entrada dos novos apresentadores. Gianne Albertoni é uma constatação do desfacelamento atual da revista eletrônica. E o pior! Ela ainda ganha a apresentação de um especial de Final de Ano. É brincadeira?
À tarde, Geraldo Luis comanda um programa sem graça e que provoca a fuga dos telespectadores. À noite, surge o "Jornal da Record" que perdeu muito brilho com o afastamento da jornalista Adriana Araújo para a entrada de Ana Paula Padrão. Já a segunda edição de "A Fazenda" ainda não engrenou e demonstra dificuldades para narrar uma boa história que comova o público. "Bela, a Feia" não vingou. A produção da Record-Televisa fugiu do roteiro original, escolheu a atriz errada para viver a protagonista, apostou em uma comédia sem graça e agora vive ares de dramalhão.
"Ídolos" promete mais um ídolo inexistente. O "Programa do Gugu", que prometia o renascimento do apresentador, vai ao ar como uma continuação do dominical xororô exibido nos tempos de SBT. E o que falar de Rodrigo Faro como apresentador de "O Melhor do Brasil"?
A diretoria do canal deveria seguir o lema do programa das madrugadas "Fala que eu te escuto". Ouvir o público e perceber que algo está errado na estratégia de programação.






