Record defende IURD e diz que TV Globo não tolera seu sucesso
Record defende IURD e diz que TV Globo não tolera seu sucesso
Nesta quarta-feira (19), a Rede Record divulgou uma nota de esclarecimento se defendendo do que ela afirma ser "seguidos ataques de outros meios de comunicação".
Desde o dia 10 de agosto, quando bispo Edir Macedo - proprietário da Record - e outras nove pessoas ligadas a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) foram indiciadas após uma denúncia do Ministério Público em São Paulo por desvio de recursos da instituição religiosa para a compra de empresas de comunicação e outros bens, a emissora é protagonista de uma "guerra midiática" junto à Rede Globo.
O Ministério Público em São Paulo e a Associação Paulista de Magistrados já se posicionaram contra a Record, que vem defendendo a Iurd e, no último domingo (16), acusou o MP de favorecer a TV Globo em entrevistas e reportagens. Na nota, a Record afirmou que os ataques mais agressivos "partem de um concorrente [alusão à Rede Globo] que não tolera o sucesso de outra empresa e tenta a todo custo manter o seu monopólio".
Para a emissora, "a principal razão para essa postura desesperada é a tentativa de impedir que a sociedade brasileira tenha liberdade para escolher sua programação de TV preferida". No comunicado, a empresa explica que tem a Igreja Universal como um de seus clientes.
"No momento, a Iurd adquire contratualmente, através de cessão de horário, durante as madrugadas, aproximadamente 180 horas de programação mensal na Rede Record, com cobertura nacional; 150 horas mensais na Record Internacional, que está disponível em mais de 150 países; inserções comerciais durante o dia na programação da Record. E ainda, 180 horas de programação na Rádio Record AM".
De acordo com a nota, "algumas publicações tentam comparar esta negociação com o faturamento comercial de nossa principal concorrente durante a madrugada. Mas esquecem de apontar que nossa concorrente, segundo a imprensa, comercializaria breaks comerciais de aproximadamente 3 minutos por hora entre uma e sete da manhã, e que, segundo as especulações, poderia faturar com isso 50 mil reais por hora (...) Vale ressaltar que outras redes de televisão também comercializam espaços na madrugada, durante o dia e até o chamado horário nobre para igrejas que divulgam ali mensagens e trabalhos sociais".
No entanto, a Record afirma que apesar de todos os ataques, "o contrato entre as duas partes segue o regime jurídico legal e comercial comum a todos os meios de comunicação. Nesta operação, são emitidos os documentos fiscais pertinentes, e todos os impostos e contribuições previstos em lei são recolhidos".
A Record concluiu o comunicado afirmando que "manterá a estratégia de buscar a liderança em todos os segmentos que atua. Sempre com um só objetivo: oferecer uma televisão democrática, independente, com jornalismo sério e entretenimento de qualidade para toda a família brasileira".
Ao Portal IMPRENSA, a Central Globo de Comunicação informou que "a TV Globo tem apresentado em seus telejornais, assim como os demais veículos de comunicação, o registro de caráter jornalístico da informação a partir das denúncias formuladas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo".
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