Receita gerada por uso de celular no metrô de SP pode chegar a R$ 5 mi

Receita gerada por uso de celular no metrô de SP pode chegar a R$ 5 mi

Atualizado em 23/09/2008 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.

A rede de telefonia móvel disponível nas estações de metrô em São Paulo começou a gerar receita à Companhia do Metropolitano que gerencia o serviço de transporte público. Com a previsão de chegar aos R$ 5,6 milhões, o regulamento que prevê o pagamento das operadoras pelo uso da infra-estrutura fez com que, em maio deste ano, algumas começassem a desembolsar a quantia de R$ 73,3 mil mensais.

Segundo a agência Reuters, o processo, lançado no final do ano passado, atraiu as quatro operadoras de telefonia móvel atuantes no Estado - Vivo, Claro, TIM e Nextel - e, mais recentemente, a Oi, prestes a estrear no mercado paulista. No primeiro ano de transmissão, o valor acumulado, pago à Companhia do Metropolitano, deve chegar aos R$ 4,4 milhões.

No entanto, as mensalidades serão reajustadas ano a ano, alcançando a marca dos R$ 93,3 mil mensais no quinto ano, o equivalente a 5,6 milhões de reais em 12 meses. O total pode ser ainda maior, caso a "aeiou" (antiga Unicel) se junte ao grupo de operadoras, disse José Jacques Yazbek, gerente de negócios da Companhia do Metropolitano à Reuters.

Por enquanto, o celular já pode ser usado nas 11 estações da Linha 4 (Verde) do Metrô, trecho subterrâneo que de 10,7 quilômetros. Nas demais linhas (Azul, Vermelha e Lilás), entretanto, que concentram a maior parte da população usuária e 47 estações, o serviço só deve estar disponível no final deste ano.

Como explicou Yazbek, em entrevista à Reuters, o regulamento não estipulou prazo para que o processo estivesse finalizado, somente a data a partir da qual as operadoras deveriam começar a pagar pelo uso da infra-estrutura. Por isso, "é do interesse delas" que o recurso fique pronto o quanto antes para que o tráfego de telefonia gerado possa compensar o pagamento do aluguel, segundo ele.

Para dividir os custos, as operadoras implantaram compartimentos únicos, que abrigam as antenas de cada uma delas. O gerente disse, ainda, que a estrutura que está sendo montada envolve a terceira geração de telefonia móvel (3G), que vai permitir também o acesso à Internet móvel.

O Metrô também pretende estudar outras formas de geração de receita com o sistema novo de sinalização, controle e telecomunicações que será implantado até o final de 2010. Entre as opções, o Metrô poderá comercializar o acesso à Internet. Ele ressalta, no entanto, que "ainda não há nada definido" sobre isso, mas a estrutura permitirá opções como essa.

Dos R$ 84,7 milhões gerados em 2007 com serviços não-tarifários, como explicou Yazbek, a maior fatia vem da mídia veiculada nos trens e estações: 24 milhões de reais. Segundo ele, a receita que a empresa vai agregar com a rede de celular ainda é pequena diante da receita total, mas "é uma cifra importante".

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