Rebeldes do Al Shabaab proíbem uso de internet em celulares na Somália
O Al Shabaab, grupo rebelde somali, impediu o uso da internet no país, anunciaram os extremistas na ultima quinta-feira (9/1). A facção estipulou o prazo de 15 dias para que as empresas de telecomunicações encerrem a distribuição da rede de internet em celulares e deixem de oferecer a introdução de serviços de banda larga.
Atualizado em 10/01/2014 às 09:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo a Folhapress, os rebeldes acreditam que a utilização de internet nos telefones celulares provoca "efeitos adversos na moral da população muçulmana da Somália", que pode ser "espionada".
O grupo já realizou ataques a bomba e a tiros contra os que não cumpriram as suas determinações. "Qualquer empresa ou pessoa que não cumprir com a regra vai ter um tratamento de acordo com a lei islâmica", informaram em comunicado divulgado na internet.
Os fundamentalistas, que anunciaram em fevereiro de 2012 sua união formal à Al Qaeda, visa instaurar um estado islâmico de corte wahhabista no país. A milícia ficou conhecida internacionalmente quando reivindicou o ataque ao centro comercial Westgate de Nairóbi, que deixou pelo menos 72 mortos, incluindo cinco terroristas, de acordo com os números oficiais.
A Somália vive em conflito desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi destituído, o que deixou o país sem um governo estruturado e sob o comando de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados.





