Reajustes salariais na TV Cultura motivam reunião entre Sindicato e TRT

Reajustes salariais na TV Cultura motivam reunião entre Sindicato e TRT

Atualizado em 04/06/2009 às 15:06, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) tem marcada, para o próximo dia 22, uma audiência com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que tratará do processo de execução de diferenças salariais de 2003 que a Fundação Padre Anchieta (mantenedora da TV Cultura e TV Assembleia) ainda deve a seus funcionários. Além disso, o Sindicato ajuizará ação que questiona um outro reajuste acordado no ano passado.

Arquivo IMPRENSA
Guto Camargo
Em 2003, uma campanha salarial pleiteou ajuste de 10% para funcionários dos veículos de radiodifusão. Em princípio, a Fundação negou o aumento e só o concedeu no final de 2008 e também acertou o pagamento retroativo referente aos cinco anos de negociação. O acerto, segundo o SJSP, seria feito em duas parcelas. Uma já foi quitada no fim de 2008, já a segunda, que deveria ter sido paga no começo de 2009, não chegou às mãos dos funcionários.

No próximo dia 23, uma assembleia com os funcionários da TV Cultura e da TV Assembleia (também pertencente à Fundação) tratará dos resultados da reunião com o TRT.

Um novo ajuste

Em dezembro do ano passado, outra campanha salarial que requisitou novo ajuste, desta vez de 7,8%, para profissionais de rádio e TV. As empresas privadas acataram o pedido, mas a Fundação Padre Anchieta não concordou, negando o aumento.

O reajuste finalmente foi aceito neste mês, mas não em sua totalidade. Os funcionários receberiam 6,8% e os valores referentes ao retroativo dos meses de dezembro a maio em três parcelas (19/6, 20/7 e 20/8).

No entanto, os empregados da Fundação questionam o não-pagamento da diferença de 1% que, de acordo com o Codec (Conselho de Defesa dos Capitais do Estado), da Secretaria Estadual da Fazenda, não pode ser feito por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo o presidente do SJSP, Guto Camargo, o Codec argumenta que o acréscimo de 1% no aumento poderia desregular o orçamento que o Governo do Estado de São Paulo destina à Fundação.

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