Razão e sensibilidade
Razão e sensibilidade
Octávio Florisbal, o mais importante executivo da Rede Globo, fala sobre televisão, publicidade, novas tecnologias e concorência
Octávio Florisbal não é dos típicos executivos contemporâneos, a começar pela disposição em falar de tudo e responder a todas as perguntas, ou quase todas. Na conversa de duas horas com IMPRENSA, não se intimidou com nenhuma questão, mas tergiversou apenas diante da inevitável "É mais fácil concorrer com Sílvio Santos ou Edir Macedo?" Nesse momento, apresentou os resultados de audiência e participação da TV Globo no mercado nacional, bem como lembrou que a emissora detém a maior audiência do mundo ocidental, mas não falou explicitamente de seus concorrentes diretos, até mesmo porque uma antiga tradição da casa, herdada de Roberto Marinho, recomenda o contrário.
Florisbal ocupa, desde 2004, o cargo de Diretor Geral da TV Globo, mas sua história na emissora começou em 1982, quando trocou a bem-sucedida carreira nas agências de publicidade JW Thompson e Lintas pela Diretoria de Marketing da TV Globo, em São Paulo. Interlocutores freqüentes e amigos destacam da personalidade de Octávio Florisbal o traquejo diplomático, o espírito conciliador e a delicadeza no trato com as pessoas, independentemente de quem sejam. Traços que fazem dele uma exceção no competitivo mundo das comunicações, onde aparentemente faltam vagas para cavalheiros e sobram para cavaleiros.
O espírito cordial, contudo, não impede a frieza e a objetividade diante dos fatos. Os desafios que se apresentam ao mercado da comunicação no Brasil e as pressões dos mais diversos setores políticos e sociais são tratados por ele com a contundência de um cirurgião que não se deixa abalar nem por números, nem por discursos. Nesta entrevista à IMPRENSA, Florisbal apresentou as análises e as soluções para que a Rede Globo mantenha-se na liderança, apesar de uma iminente batalha travada no segundo degrau do pódio entre a Rede Record e o SBT. Para ele, perseguir a audiência não significa (ou pelo menos não deveria) fazer apelos provisórios, e a auto-regulamentação - publicitária, editorial ou de conteúdo - é a raiz da melhoria permanente do mercado de comunicação.
Leia entrevista completa na edição 238 de IMPRENSA






